Agradecimentos

SABER AGRADECER É TUDO DE BOM!

É comum se escutar “fui agradecê-lo…” ou “agradeci pelo convite”. Embora seja de uso corriqueiro, tais expressões estão incorretas, pois o verbo AGRADECER exige duplo complemento: um transito direto (o que você agradece) e outro indireto (a quem você vai agradecer).

Exemplo:

Agradeço-lhe o convite, isto é, agradeço a ele (complemento indireto)  o convite  (complemento direto).

Observação: o verbo AGRADECER é semelhante ao verbo INFORMAR.

Veja bem, quem informa, informa alguma coisa (objeto direto) a alguém (objeto indireto).

Exemplo:

A professora informou a reunião (objeto direto)  aos pais do aluno (objeto indireto).

A professora informou eles da reunião (ERRO TERRÍVEL!)

Também o verbo PAGAR exige dois complementos.

Exemplo:

O bom moço pagou sua conta (objeto direto) ao comerciante (objeto indireto) da farmácia.

São maneiras incorretas de falar

Exemplos:

1 – Eu informei ele sobre os acontecimentos (ERRADO)

O correto é:

Eu lhe informei os acontecimentos.

2 – Eu paguei ele pelo que devia (ERRADO).

O correto é:

Eu lhe paguei o que devia.

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Ditos Populares

Pasquale Cipro Neto é filho de imigrantes da grande colônia de italianos de São Paulo. Licenciou-se no Curso de Letras na USP. Desde 1975, é professor de Língua Portuguesa, e é também colunista dos seguintes jornais: Folha de São Paulo, O Globo e Diário do Grande ABC. Além de dar palestras, é o idealizador e apresentador do programa cultural Nossa Língua Portuguesa, transmitido pela Rádio Cultura AM e pela TV Cultura.
Dicas do Prof. Pasquale:

1) HOJE É DOMINGO PÉ DE CACHIMBO…
e eu ficava imaginando como seria um pé de cachimbo, quando o correto é:
HOJE É DOMINGO PEDE CACHIMBO…
Domingo é um dia especial para relaxar e fumar um cachimbo ao invés do
tradicional cigarro (para aqueles que fumam, naturalmente…).
E a gente pensa que repete corretamente os  ”ditos populares” 
2) No popular se diz: “Esse menino não pára quieto, parece que tem bichocarpinteiro”.
Minha grande dúvida na infância… Mas que bicho é esse que é carpinteiro, um
bicho pode ser carpinteiro?
Correto: “Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro“.
Tá aí a resposta para meu dilema de infância!”
EU NÃO SABIA. E VOCÊ?3) Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.
Enquanto o  correto é: Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão. Se a
batata é uma raiz, ou seja, nasce enterrada, como ela se esparrama pelo chão se
ela está embaixo dele?4) Cor de burro quando foge.
O  correto é:  Corro de burro quando foge!
Esse foi o pior de todos! Burro muda de cor quando foge? Qual cor ele fica?
Porque ele muda de cor?5) Outro que no popular todo mundo erra:
Quem tem boca vai a Roma.
Bom, esse eu entendia, de um modo errado, mas entendia! Pensava que quem sabia
se comunicar ia a qualquer lugar!
O  correto é: Quem tem boca vaia Roma. (isso mesmo, do verbo vaiar).6) Outro que todo mundo diz errado,
Cuspido e escarrado – quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra
pessoa.
O  correto é:  Esculpido em Carrara. (Carrara é um tipo de mármore)

7) Mais um famoso…
Quem não tem cão, caça com gato.
Entendia também, errado, mas entendia! Se não tem o cão para ajudar na caça o
gato ajuda! Tudo bem que o gato só faz o que quer, mas vai que o bicho tá de bom humor!
O  correto é: Quem não tem cão, caça como gato… ou seja, sozinho!

Descarregue material didático. Veja no link abaixo:

http://www.4shared.com/file/nK1ePIWO/Gramatica_da_Lingua_Portuguesa.htm

 
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Através de ou por meio de?

FAÇA O USO CORRETO: ATRAVÉS DE ou POR MEIO DE


A locução “através de” empregada com o sentido de “por meio de” é condenada por muitos gramáticos, embora já exista defesa para o uso.

Através de significa por dentro de, de um lado para outro, deixando clara a ideia de atravessar.

Exemplos

A luz que clareava vinha através da janela da sala.

Foi ferida pela bala que entrou através da madeira.

Contemplou o movimento da rua através do vidro do carro.

Para ajudar a entender, perceba que os objetos “janela”, “madeira” e “vidro” não exercem qualquer função prática para facilitar a ação que está ocorrendo. No primeiro caso, a luz é que atravessa por ela, e a janela, passivamente, vê aquele clarão passar, “independente de sua vontade”; no exemplo da madeira, a bala fez pouco caso da madeira, varando do outro lado, atingindo a pessoa; na terceira oração, o olhar não é impedido de captar imagens externas, por ser o vidro transparente.

Em tais exemplos, vê-se o uso correto da locução através de. Quando entendemos por que usamos “através de”, passamos a ter a convicção de nunca usar a expressão “por meio de” para significar “através de”. Vejam os exemplos do uso correto de “por meio de” para não haver confusão:

Recebeu o orçamento por meio de carta (nunca através);

Reinava com mão de ferro por meio de decretos (jamais através); e

Os telegrafistas se comunicavam por meio do código Morse (não usar através).

Vejam que a “carta”, o “decreto” e o “código Morse” são fundamentais para que a ação se efetue. Eles são os meios sem os quais as ações não se concretizam nos exemplos acima citados.

Professor José Maria Cavalcanti

Ela muda tudo!

VÍRGULA – ESTA É OBRIGATÓRIA!

Exemplos:

Maria morreu cedo, e João tomou rumo.

O sol já estava fraco, e a tarde se fazia fresquinha.

A mãe trabalho pesado, e os filhos devoram os livros.

Nestes casos, contrariamente ao que aprendemos, antes do “e” deve ser colocada a vírgula.

A explicação é simples para os três exemplos: a segunda frase, iniciada pelo “e”, fala de uma ação praticada por um agente diferente da primeira.

Então, quando temos orações ligadas por “e”, cujos sujeitos são diferentes, coloca-se a vírgula, obrigatoriamente.

Isto se dá para esclarecer e alertar o leitor sobre a mudança do agente da ação, evitando-se confusão na leitura textual.

Veja o curioso vídeo sobre o emprego da vírgula!

Professor José Maria Cavalcanti

Fusões Impossíveis

NEM SEMPRE UMA FUSÃO POSSÍVEL

De + o = do   e   de + a = da, assim como de + ele = dele    e de + ela = dela.

Isto nem sempre é possível dentro da estrututa da oração. O caprichoso sujeito não admite vir preposicionado ou acompanhado de pronome, em alguns casos. Vejam os exemplos:

É hora do carro partir. Errado.

É hora de o carro partir. Correto.

A razão disto é que “o carro” é o sujeito da oração.

Apesar do diretor ter ficado aqui, nada foi feito. Errado.

Apesar de o diretor ter ficado aqui, nada foi feito. Correto.

O sujeito da oração é “o diretor”.

Na hora de redigir o texto, deve-se prestar atenção que o termo anterior é regido por preposição: é hora de, apesar de, a maneira de, depende de e assim por diante.

Esta fusão também é impossível quando o pronome iniciar o sujeito da oração. Exemplo:

Isto não depende dele querer. Errado.

Isto não depende de ele querer. Correto.

Perceba que o sujeito da oração é “ele querer”.

Comentem e enviem suas dúvidas!

Professor José Maria Cavalcanti

Como escrever siglas no plural

PLURAL DAS SIGLAS

A maneira correta de se escrever as siglas é muitas vezes uma dúvida frequente entre os redatores e também entre os leitores. Hoje é comum o emprego da letra “s” , como indicativo de plural, juntamente com as siglas, muito embora algumas pessoas não se sintam à vontade com isto.

O caso se dá quando as siglas sofrem substantivação e passam a admitir normalmente a pluralização e a acentuação segundo as normas vigentes. Pouca gente sabe, por exemplo, que os dicionários registram as grafias “pê-eme” e “pê-efe”, cujos plurais são “pê-emes” e “pê-efes”. Atualmente há preferência, nas matérias da imprensa, pelas formas PM, PMs, PF e PFs, dado que são mais visuais e/ou sintéticas.

A sigla CPI no plural deve ser grafada da seguinte forma: CPIs e não CPI`s, como fazem alguns, pois se trata também do caso de substantivação já registrado há muito tempo, quando as siglas não eram tão frequentes quanto o são hoje. A tendência era substantivar para facilitar. Em vez de dizer “objeto voador não identificado”, optou-se por “óvni”, uma substantivação da sigla – daí o acento das paroxítonas terminadas em “i” e a possibilidade de pluralização (“óvnis”), sem uso de letras maiúsculas. É a forma consagrada no “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa”, da Academia Brasileira de Letras.

Os manuais de redação padronizam a grafia das siglas da seguinte forma: siglas de até três letras são escritas em letras maiúsculas (ONU, DST, ONG, UTI, CTI, USP, PUC) e siglas de quatro letras ou mais escrevem-se apenas com a primeira letra maiúscula quando podem ser lidas como palavras (Aids, Libras, Unicamp, Bovespa, Anvisa) e em maiúsculas quando as letras são lidas uma a uma (IBGE, BNDES). Algumas seguem comportamento diverso, como UnB (Universidade de Brasília). Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) é uma forma abreviada, não uma sigla.

Professor José Maria Cavalcanti