Como escrever siglas no plural

PLURAL DAS SIGLAS

A maneira correta de se escrever as siglas é muitas vezes uma dúvida frequente entre os redatores e também entre os leitores. Hoje é comum o emprego da letra “s” , como indicativo de plural, juntamente com as siglas, muito embora algumas pessoas não se sintam à vontade com isto.

O caso se dá quando as siglas sofrem substantivação e passam a admitir normalmente a pluralização e a acentuação segundo as normas vigentes. Pouca gente sabe, por exemplo, que os dicionários registram as grafias “pê-eme” e “pê-efe”, cujos plurais são “pê-emes” e “pê-efes”. Atualmente há preferência, nas matérias da imprensa, pelas formas PM, PMs, PF e PFs, dado que são mais visuais e/ou sintéticas.

A sigla CPI no plural deve ser grafada da seguinte forma: CPIs e não CPI`s, como fazem alguns, pois se trata também do caso de substantivação já registrado há muito tempo, quando as siglas não eram tão frequentes quanto o são hoje. A tendência era substantivar para facilitar. Em vez de dizer “objeto voador não identificado”, optou-se por “óvni”, uma substantivação da sigla – daí o acento das paroxítonas terminadas em “i” e a possibilidade de pluralização (“óvnis”), sem uso de letras maiúsculas. É a forma consagrada no “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa”, da Academia Brasileira de Letras.

Os manuais de redação padronizam a grafia das siglas da seguinte forma: siglas de até três letras são escritas em letras maiúsculas (ONU, DST, ONG, UTI, CTI, USP, PUC) e siglas de quatro letras ou mais escrevem-se apenas com a primeira letra maiúscula quando podem ser lidas como palavras (Aids, Libras, Unicamp, Bovespa, Anvisa) e em maiúsculas quando as letras são lidas uma a uma (IBGE, BNDES). Algumas seguem comportamento diverso, como UnB (Universidade de Brasília). Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) é uma forma abreviada, não uma sigla.

Professor José Maria Cavalcanti

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