Calmante

 

ESQUEÇA O RELÓGIO

 

Esqueça o relógio, você não tem que levantar, apenas abra os olhos. Não dê pressa aos sentidos ou aos movimentos, tire o pé do pedal, desacelere.

Vislumbre o exato momento que será dado início natural de suas sensações. O sol lá fora despontou radiante. Sim, sorria e sorva tranquila e gostosamente o doce aroma do ar da manhã. Por um breve lapso de tempo, imagine que não há chefe, que não há compromisso, que nada depende de você. Pare tudo, como tudo para quando nossas ansiedades e medos tomam conta da gente, fazendo com que nosso coração entre em colapso. Não é loucura, dê a você mesmo este belo presente, que na verdade nos é concedido todos os dias sem que a gente se dê conta.

O sol, que derrama seus raios cheios de vida, convida você a viver, e o ar puro e saudável anseia que você reaprenda a respirar. Primeiro respire suavemente até encher os pulmões; e vá soltando lentamente o ar para depois sorvê-lo novamente. Escute o pulsar do seu coração, o latejar do seu pulso e navegue em pensamentos prazerosos. Imagine as ondas do mar ou mesmo o vento a soprar; quem sabe uma música suave ou o cair da chuva. Esqueça do seu ventre e apenas viaje, mas sem a preocupação do que se tem a levar, sem roteiros, sem percursos. Se estiver na orla, deixe que seus pés descalços toquem a areia da praia, deixe que o vento sopre seus cabelos sem a necessidade de arrumá-los depois. Abra seus braços para abraçar o todo. Comtemple esse dia lindo que insiste em se dar unicamente para você.

 Sim, seja egoísta. Faça isto por você mesmo. Você merece. Seu corpo necessita do sol da manhã, da absorção paciente de ar puro; e sua mente requer viagens de paz, musicais e imagéticas. Não deixe para amanhã, comece agora. Todo o universo está a sua espera, pronto para se dispensar para seu interior, revitalizando seu físico e seu espírito, restaurando-os, curando-os uma vez mais. Talvez você pense que sua mente rápida não irá se adaptar a tanta lentidão ou que seu corpo, acostumado ao ritmo frenético do cotidiano, não se acostumará a ficar em estado de mansidão. Experimente. Desligue seu computador. Desaperte a gravata do pescoço; vamos, solte a fivela do seu cinto e afrouxe os cadarços dos seus sapatos. Retire esses apetrechos de guerra e mergulhe sem escafandro neste mar de tranquilidade, que é disso que você mais precisa.

Nosso corpo tem um limite. Constantemente estamos gastando suas energias essenciais e as suas potencialidades. Às vezes o submetemos a constantes provas de resistência, verdadeiras provas de fogo, como se ele fosse indestrutível. Caso você não saiba, ele também entra em esgotamento, colapso total por uso indevido.

Sim, promova este reencontro com você mesmo, com sua paz interior, com aquilo que realmente você é.

Autor José Maria Cavalcanti

 

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Música para relaxar!

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