Rosa de Pixinguinha

OITO DE MARÇO – DIA DA MULHER

Rosa – Pixinguinha e Otávio de Souza (1917)

Tu és, divina e graciosa
Estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor

Sim, ela é divina, esculturada pelo criador para formar uma união perfeita com o homem.  Foi-lhe concedida a graciosidade, a beleza e o perfume para atrair seu ser amado, como a flor exerce o mesmo encanto sobre o beija-flor.

Tudo na mulher é delicado, sua pele parece seda, de uma maciez aveludada. Seus gestos, sua voz e olhar são ternos, cheios de doçura, a fórmula perfeita para embriagar o homem e exercer sobre ele fascinação.

Com sua presença e inteligência, com o homem forma a mais perfeita parceria, completando sua essência humana.

Se Deus me fora tão clemente
Aqui nesse ambiente de luz
Formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz
Do arfante peito seu

A luz que dela emana ilumina todo o ambiente. Ela é o pedestal diante do qual o homem se rende e se põe de joelhos para reverenciá-la. É a linda tela, pintada com a mais profunda inspiração artística, mais formosa que a própria Monalisa, nascida das mãos do gênio criador do Miquelangelo.

A essa criatura belíssima, o homem entrega seu coração, na certeza que será coroado de felicidade.

Tu és a forma ideal
Estátua magistral oh alma perenal
Do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza

A forma ideal: o côncavo e o convexo (Roberto Carlos). Esse ser angelical, chamada mulher, excede em atributos. Ela é a mulher virtuosa e bem-aventurado é o homem que a encontra. Seu valor excede ao de rubis, sua força, seu caráter e sua honra são seus vestidos.

Com sua singeleza, ela desperta no homem o mais nobre dos sentimentos: o amor. Essa força é que humaniza e aproxima um ao outro. Sem amor, o homem seria autômato, boneco de repetição. Este sublime dom desbrutaliza o instinto mais animalesco, provocando a emoção, o riso e o choro, fazendo-o ficar comovido com aquilo que o outro sente.

Na sua função maternal, a estrela do lar desperta tal sensação nos filhos e faz germinar em suas crias a mais pura semente concedida pelo criador.

No mundo moderno, a mulher atua em várias áreas do conhecimento, exercendo funções de maior importância, não é somente professora, ela também exerce funções executivas de alto escalão nas grandes empresas e hoje ocupa o posto de presidente do Brasil. O homem reconhece seu talento e inteligência, mas forças estranhas trabalham para destruir a imagem da mulher, tentando transformá-la em outra coisa, algo diferente daquilo que ela nasceu para ser: “o resplendor da santa natureza”.

Autor José Maria Cavalcanti

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