Bate boca e Vale tudo

HÍFEN SIM – O CORRETO É BATE-BOCA E VALE-TUDO

Estas palavras pertencem à classe dos substantivos, no caso, os substantivos compostos, ligados por hífen.

Li, recentemente, a seguinte frase de um dos canais de comunicação:

“Na confusão da apuração de votos do Carnaval de São Paulo, o bate boca chegou ao fim.”

E outra:

“Nas licitações do Rio de Janeiro, tudo pode, é um vale tudo.”

Vejam que, nos dois exemplos, são cometidos os dois erros por jornalistas e redatores de jornais de São Paulo e do Rio de Janeiro. Isto porque, após a matéria ser entregue para edição, a pauta passa pelas mãos dos revisores, o que torna a coisa mais grave.

O certo é escrever “bate-boca” e “vale-tudo”, pois são substantivos compostos.

ATENÇÃO!

Nas orações abaixo, não existe erro, embora as duas palavrinhas venham juntas. Saiba o porquê.

1 – Escutei a vizinha num quebra-pau danado com o marido. Ela quebra pau e bate boca sempre que ele chega tarde em casa.

2 – Em briga de marido e mulher vale tudo.

Perceberam a diferença? Nos casos acima citados, praticados pela imprensa, as palavras “bate-boca” e “vale-tudo” vieram antecedidas de um artigo, caracterizando a classe dos substantivos. Nos exemplos seguintes, “bate boca” não é um substantivo. Boca é complemento verbal do verbo bater. Ela bate o quê? Resposta: boca. Também o outro exemplo: “Em briga de marido e mulher vale o quê? Reposta: tudo.

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