Vídeo lindíssimo

SHOW DA NATUREZA

Todo o Universo é belíssimo e quão maravilhoso seria poder passear por entre astros e estrelas todos os dias. Maravilhar-se com todas as formas coloridas e deslizar pela Via-Láctea como uma criança num tobogã gigante. Depois, cansado de aventuras universais, deixar o corpo cair sobre as nuvens, como se elas fossem enormes flocos de algodão. E a seguir sobrevoar as riquezas e belezas imensuráveis aqui do nosso cantinho terrenal. Como se tivéssemos asas, circular por sobre as cadeias de montanhas, sentindo o ar puro tocar no rosto e pelos olhos ver passar as cascatas, cachoeiras, mares e rios. Contemplar a diversidade dos ecossistemas, ver a multiplicidade da vida animal, vegetal e mergulhar na biodiversidade marinha. Sobrevoar os desertos, os campos e pradarias, misturar-se com os pássaros e borboletas. Tocar as cristas dos cavalos selvagens para sentir o sabor da liberdade que eles desfrutam. Aprender a fazer giros com os golfinhos e se banhar nos esguichos das baleias. Tocar os cumes mais elevados, onde as águias fazem seus ninhos. Sentir cada estação do ano e a importância que cada uma tem para a vida animal, também para a flora. Apreciar nas terras agricultáveis os vinhedos, as oliveiras, os trigais, os milharais e as florestas, que fazem o lindo trabalho de purificar o ar do mundo, como se fossem gigantes pulmões.

Tudo o que nossos olhos contemplam são dádivas de Deus. Todos os dias assistimos um nascer e um pôr do sol, os limites naturais do dia. E depois vem a noite, também salpicada de luzes a irradiar beleza nas doze horas seguintes. Por si só, tudo isso já se apresenta como uma verdadeira declaração de amor.

Recordo quando estive pela primeira vez diante das cataratas de Foz do Iguaçu. Que espetáculo maravilhoso vi diante dos meu olhos. Aquilo era como tocar Deus e estar amalgamado a Ele. O marejar que escorria por meu rosto não era do respingar da água, era o deleite de estar na presença divina.

Às vezes uma pequena cena ou uma fotografia linda nos leva à comunhão com o criador, desvendando este ser divinal que muitas vezes se encobre.

Quando atribulados ou presos a coisas efêmeras, Ele parece estar escondido de nós, mas quando nos tornamos sensíveis Ele se revela.

O problema está na nossa condição terrena, que nos empurra para baixo, impedindo que nosso ser flutue.

Se pudéssemos ser mais leves todos os dias, nasceríamos de novo constantemente, revitalizados, com os olhos renovados e a mente permeada desses presentes divinais.

Autor José Maria Cavalcanti

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