Dia dos Namorados

Fico Assim Sem Você

Claudinho e Buchecha

Avião sem asa,
Fogueira sem brasa,
Sou eu assim, sem você
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola,
Sou eu assim, sem você…

Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim…

Amor sem beijinho,
Buchecha sem Claudinho,
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço,
Namoro sem abraço,
Sou eu assim sem você…

Tô louco prá te ver chegar
Tô louco prá te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração…

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver,
Mas o relógio tá de mal comigo

Por quê? Por quê?

Neném sem chupeta,
Romeu sem Julieta,
Sou eu assim, sem você
Carro sem estrada,
Queijo sem goiabada,
Sou eu assim, sem você…

Você…

Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim…

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas prá poder te ver,
Mas o relógio tá de mal comigo…

ANÁLISE DE LETRA DE MÚSICA

FICO ASSIM SEM VOCÊ – Claudinho e Buchecha – Voz de Adriana Calcanhoto

Esta composição, de autoria dos inesquecíveis Claudinho e Buchecha, foi regravada com muita doçura por Adriana Calcanhato, aumentando mais ainda o sucesso da dupla carioca.

É uma letra que fala de dependência. Essa incapacidade de se estar sozinho é retratada de forma figurada, fazendo analogias com situações corriqueiras.

“Quando estou sem você, sou como um avião sem asa”…

A moderna engenhosidade do homem ainda não é suficiente para conceber um avião sem asas. As asas garantem o equilíbrio e são essenciais para pousar e decolar, além de servir como alojamento do combustível. Tais superfícies laterais permitem ao piloto atacar as camadas do ar atmosférico para levantar voo, impulsionado pela força dos motores das pesadas máquinas na conquista do espaço aéreo.

Sem as asas, o avião não existe, não decola, cai, provocando uma grande tragédia.

“Quando estou sem você, é como uma ducha de água fria na minha fogueira”…

A letra fala de amor, e amor não existe sem se estar juntinho. Quando duas pessoas se amam, querem que o mundo e tudo que há nele pare, assim eles podem viver de forma mais intensa e linda aquilo que sentem um pelo outro.

Quando estão lada a lado, não há frio, pois os corpos se protegem e se aquecem. Ao estar longe do amado ou da amada, o corpo esfria, como uma fogueira sem as brasas.

“Quando estou sem você, sou como um futebol sem bola”…

Nós, que somos fanáticos por futebol, ansiamos para o juiz determinar o início do jogo, quando a bola é colocada em movimento. Sem a bola não há a magia do futebol, pois é com ela que se dá a relação do craque e sua arte. Bola na rede é o objetivo maior do atacante no mais difundido esporte do mundo. Nem imaginamos este jogo sem a presença da “gorduchinha”, pois é ela que dá sentido ao entretenimento, assim como não pode haver o envolvimento amoroso sem o par romântico.

Os compositores também compararam a história de amor com a relação do passarinho Piu-piu com seu eterno perseguidor, o gato Frajola, personagens de desenho animado da Looney Tunes. Um é a razão do outro existir, assim como o Tom e Jerry, criação de William Hanna e Joseph Barbera para a Metro-Goldwyn-Mayer.

Nos versos seguintes, sabemos o porquê de tanto desejo:

“Por que é que tem que ser assim

Se meu desejo não tem fim

Eu te quero a todo instante

Nem mil alto-falantes

Vão poder falar por mim”

A intensidade que o amor fala dentro da gente às vezes nem mesmo nós compreendemos. Quando isto acontece, parece uma força ilimitada, interminável e infinita. E é algo tão gostoso que as palavras do dicionário são finitas para que possamos expressar tudo que está no coração. Mesmo que quiséssemos gritar por meio de alto-falantes, nem assim conseguiríamos traduzir tudo.

“Amor sem beijinho,

Buchecha sem Claudinho,

Sou eu assim sem você

Circo sem palhaço,

Namoro sem abraço,

Sou eu assim sem você…”

A união dos lábios, o doce beijo, é a carícia mais importante da relação. A sensação é inesquecível.

O namoro é cheio de abraços e beijinhos, itens indispensáveis na relação a dois, assim como não pode haver um circo sem sua figura principal: o palhaço. Ele é a alma do picadeiro e a razão da alegria da criançada.

O amor é dois em um, assim como a linda união de uma dupla. Quando um morre, acaba o sentido de ela existir. Assim se deu com a morte do Claudinho, que faleceu num acidente de carro no dia 13 de julho de 2002, durante a turnê do lançamento do sexto disco Vamos Dançar.

“Tô louco prá te ver chegar

Tô louco prá te ter nas mãos

Deitar no teu abraço

Retomar o pedaço

Que falta no meu coração…”

A ansiedade é tão grande que gera loucura de ver o outro chegar. O desejo é de tocar, acariciar, abraçar e beijar. O ser amado é como um pedaço do outro amante. Sozinhos são incompletos e um faz falta ao outro.

“Eu não existo longe de você

E a solidão é o meu pior castigo

Eu conto as horas pra poder te ver,

Mas o relógio tá de mal comigo

Por quê? Por quê?”

A ênfase da dependência: “eu não existo sem você”. Este vazio é tão grande que gera solidão, tristeza e dor. As horas parecem intermináveis, como se tardassem de propósito. Por quê?

“Neném sem chupeta,

Romeu sem Julieta,

Sou eu assim, sem você

Carro sem estrada,

Queijo sem goiabada,

Sou eu assim, sem você…”

A carência afetiva persiste em tentar explicar a falta física do parceiro do amor.

Sem você, sou como uma criança sem sua chupeta; Romeu sem sua Julieta; um carro sem uma estrada ou um queijo sem a goiabada, a combinação perfeita para adoçar a boca.

Esta linda canção traduz a força daqueles que vivem apaixonados e ela é ideal para a comemoração do Dia dos Namorados.

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