Legião Urbana

rrrenatorusso

RENATO RUSSO

Análise da Letra da Música

SERÁ

Legião Urbana

Tire suas mãos de mim
Eu não pertenço a você
Não é me dominando assim
Que você vai me entender
Eu posso estar sozinho
Mas eu sei muito bem aonde estou
Você pode até duvidar
Acho que isso não é amor

Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?
Ô ô ô ô ô ô ô ô ô …

Nos perderemos entre monstros
Da nossa própria criação?
Serão noites inteiras
Talvez por medo da escuridão
Ficaremos acordados
Imaginando alguma solução
Pra que esse nosso egoísmo
Não destrua nossos corações

Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?
Ô ô ô ô ô ô ô ô ô …

Brigar pra quê
Se é sem querer
Quem é que vai nos proteger?
Será que vamos ter
Que responder
Pelos erros a mais
Eu e você?

Luís Fernando Veríssimo, filho do famoso escritor Érico Veríssimo, nos ensina, de forma bem engraçada, como se desenvolve uma relação entre duas pessoas que se amam.

Depois da atração primeira, os enamorados trocam uns beijinhos e passam a ligar um para o outro a cada 15 minutos, pois já não conseguem viver mais sem a presença do amado/amada.

Pronto, a partir daí, já é namoro firme. Neste estágio, é hora de cobrar dedicação exclusiva. Antigas amizades devem ser deixadas de lado, inclusive o futebol, os encontros com os amigos ou qualquer outro tipo de diversão.

Caso isto não ocorra, é porque você valoriza mais as outras pessoas ou brincadeiras que seu relacionamento amoroso.

Este jogo de acusações e encenações é muito comum entre os jovens.

E assim o escritor discorre o assunto da posse, desde o início da vida amorosa até que se dá o casamento. É bem divertido, vale a pena ler.

SERÁ, música e letra do Renato Russo, fala justamente disso:

“Tire suas mãos de mim/Eu não pertenço a você/Não é me dominando assim/Que você vai me entender/Eu posso estar sozinho/Mas eu sei bem onde estou/Você pode até duvidar/Acho que isso não é amor…”

Até que o casal entre em perfeita sintonia, quando se dá um amadurecimento da relação, há muita insegurança e dúvidas, vindo daí os conflitos.

É comum uma das partes querer ter o controle da situação, ganhando a fama de pegajoso/pegajosa ou mandão/mandona.

Pessoas querem sempre ter o outro/outra na mão, como se ele/ela fosse seu bichinho de estimação ou brinquedinho.

Ninguém deve controlar ninguém. Só é legal estar juntos quando ambos querem isso.

Quando isto ocorre, resulta em felicidade e amor.

“Será só imaginação?/Será que nada vai acontecer?/Será que é tudo isso em vão?/Será que vamos conseguir vencer…”

Imaginar que o namorado/namorada tem outro é a coisa mais comum. Tais pensamentos destrutivos vêm à cabeça por qualquer motivo, por mais fútil que seja: um pequeno atraso, uma mancha na roupa, um cheiro estranho, o esquecimento das datas importantes, tudo isto e mais alguma coisa.

“Nos perderemos entre monstros/Da nossa própria criação?Serão noites inteiras/Talvez por medo da escuridão/Ficaremos acordados/Imaginando alguma solução/Pra que esse nosso egoísmo/Não destrua nossos corações…”

A autoconfiança se dá quando estamos com a autoestima em alta. Muitos jovens, e até mesmo adultos, têm baixa autoestima. Por não confiarem tanto na beleza dos seus corpos e no valor que têm, entram em parafuso e criam verdadeiros monstros. Ficam noites a fio acordados, no escuro, pensando em soluções para salvar a vida a dois. Toda esta tempestade povoa apenas a cabeça de quem se sente inseguro, muitas vezes porque foram criados para serem o centro e o sentido do universo – puro egoísmo – o que acaba não raramente a solidez e tranquilidade da relação, destruindo tudo o que já foi construído.

“Brigar pra quê?/Se é sem querer/Quem é que vai nos proteger?/Será que vamos ter que responder/Pelos erros a mais/Eu e você?”

Brigas não levam a nada e podem acabar muito mal. Muitas vezes estes desentendimentos começam por uma simples colocação errada de um termo ou uma palavra.

Quando somos crianças, há sempre alguém por perto para nos proteger ou socorrer. Já adultos que batem têm que responder por seus atos na polícia.

É melhor separar que viver em constantes brigas, que provocam muitos erros.

Autor José Maria Cavalcanti

Anúncios