Nando Reis

casalnamorados

DIA DOS NAMORADOS

Pra Você Guardei O Amor

Nando Reis

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
Explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo os meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que o arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

Esta linda música de Nando Reis fala de amor.

E, como é o DIA DOS NAMORADOS, nada melhor que presenteá-la pra vocês, fazendo dela o objeto da minha Análise da Letra da Música.

O amor é esta cola inexplicável que liga os seres apaixonados.

Namorados não se desgrudam, principalmente no dia 12, que é tão especial.

O título do tema musical aponta o caminho: PRA VOCÊ GUARDEI O AMOR. Sentimento maior que de repente explodiu do interior do amante, como uma manhã de sol, que se irradia e aquece os corpos, algo que nunca havia sido sentido antes, por isso não entregue ou partilhado.

Sim, um amor único, guardado exclusivamente, como um troféu para ser doado à pessoa certa, aquela que um dia seria escolhida para o viver um sonho a dois.

Nando fala: “Quem acolher o que ele tem e traz/Quem entender o que ele diz/No giz do gesto o jeito pronto/Do piscar dos cílios/Que o convite do silêncio/Exibe em cada olhar…”

Entre os que se amam, há muita linguagem codificada. Um simples gesto, um piscar de olhos ou mesmo o silêncio fala muito. Parece que a retina é um quadro a exibir a tradução de tudo o que não se disse ou que apenas ficou implícito.

“Guardei/Sem ter porque/Nem por razão/Ou coisa outra qualquer/Além de não saber como fazer/Pra ter um jeito meu de me mostrar…”

Às vezes, quando muito jovens, somos inseguros. Não sabemos nem mesmo abordar uma garota, então o amor se guarda, esperando o momento certo ou a maturidade chegar.

“Achei/ Vendo em você/ Explicação/ Nenhuma isso requer/ Se o coração bater forte e arder/ No fogo o gelo vai queimar…”

Quando pinta a menina certa, o coração avisa. Neste momento falta ar e tudo fica acelerado. Como um vulcão a ferver dentro da gente, a derreter todo o equilíbrio ou tranquilidade.

“Pra você guardei o amor/ Que aprendi vendo os meus pais/ O amor que tive e recebi/ E hoje posso dar livre e feliz/ Céu cheiro e ar na cor que o arco-íris/ Risca ao levitar…”

Nossos pais são nossos espelhos. A sementinha do amor que eles nos dão todos os dias vai florescendo até um dia explodir. Quando isto ocorre, é o dia mais feliz, um cheiro gostoso paira no ar, a gente vê o céu se encher de cores, e tudo parece levitar.

“Vou nascer de novo/ Lápis, edifício, tevere, ponte/ Desenhar no seu quadril/ Meus lábios beijam signos feito sinos/ Trilho a infância, terço o berço/ Do seu lar.”

Sim, este amor nos faz nascer de novo. Um novo casal surge, com uma história a ser escrita por lugares lindos, como a Itália (destino de muitos casais em lua de mel), que tem seu famoso Rio Tevere (algo incontrolável que flui, como nosso sangue ao correr nas veias), com suas majestosas pontes (ponte significa o ligar). O símbolo do beijo, depois o badalar dos sinos, anunciando ao mundo o matrimônio na igreja. Como um ciclo, repetimos a história de nossos pais, que tiveram filhos e com eles construiram um lar.

Autor José Maria Cavalcanti

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