Camilla – Feliz 29!

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ESTRELAS DA MINHA VIDA

CAMILLA

Naquele exato momento em que estava recebendo as chaves da sua casa própria, o brilho no olhar e a alegria expressada no rosto da minha filha fez meu coração se reportar a um fim de ano muito especial para mim. Isto se deu há trinta anos, era 1983. Como se fora presente de Natal, também recebia as chaves do meu primeiro imóvel. Quem já viveu esta mesma emoção sabe muito bem o que estou dizendo, é simplesmente maravilhosa a sensação!

Para confirmar o dito de que os bons fluidos atraem mais energias positivas, logo veio o coroamento com a notícia trazida por Isabel, que acabava de chegar de sua consulta médica. Nas mãos, ela trazia algo muito especial: o resultado positivo de sua segunda gravidez. Imaginem o estado de graça que invadiu nosso lar!

Essa nossa incontida felicidade tinha necessidade de se expandir. Voamos para o bairro da Candelária para comunicar o fato novo à família Cavalcanti e, a seguir, ligamos para transmitir o anúncio da vinda da cegonha à família Simões. Todos os familiares ficaram maravilhados com a novidade. Naquele lindo momento, surgiu o interesse de Nati, irmã da Isabel, vir morar conosco em Natal. O intuito era ajudar sua irmã nas tarefas da casa e nos cuidados da pequena Fiamma, durante a gestação. Aquela “mão extra” caiu do céu, visto que não precisaríamos mais contratar alguém para dar apoio nas tarefas do lar.

Tratamos de trazê-la o mais rápido possível, pois aquela ajuda era muito bem-vinda. Desde que chegou a nossa casa, Nati confirmou nossas expectativas ao se revelar uma excelente companhia, já que eu trabalhava durante o dia e fazia faculdade à noite. Morávamos num lindo sobrado, mobiliado e decorado, cedido por minha mana mais velha. Ali a Nati, além de ser uma titia muito coruja, dava suporte à irmã de manhã e à tarde, visto que, na parte da noite, ela ocupava uma das vagas de uma escola próxima, seguindo assim com seus estudos.

Estávamos desfrutando do grande presente dado por minha irmã, Gracinha, mas queríamos o nosso lugarzinho, assim devolveríamos o imóvel à legítima dona.

A residência que eu acabara de receber, financiada pela Caixa, fazia parte de um empreendimento habitacional, considerado na época como o maior da América Latina: Conjunto Cidade Satélite.

Fomos contemplados para assumir uma casa de três quartos, na primeira etapa daquele moderno projeto imobiliário. A Rua Jandaia estava bem no centro daquele conjunto residencial, possuindo ruas asfaltadas e contando com toda infraestrutura de escola, creches, igrejas e centros comerciais. O complexo residencial representava um novo conceito de bairro, com vida própria, como visto em outras grandes capitais. Para minha surpresa, surgiu uma proposta feita por meu cunhado, Jodinaldo. Ele me propôs a troca da casa por um duplex semelhante ao que estávamos ocupando. Não pensei duas vezes e logo fechei negócio, visto que nos acostumamos com aquele lugar privilegiado, mais pertinho das praias, principalmente a de Ponta Negra.

A mudança ocorreu no início do ano de 1984. Tendo em vista a pequena distância de um imóvel para o outro, o traslado se deu tranquilamente, da rua central para o primeiro sobrado do início do condomínio. Na oportunidade, tratamos de escolher a nova mobília e povoamos os cômodos vazios com bom gosto.

A gravidez seguia pelos meses com todos os cuidados previstos e não tardou muito para sabermos que ganharíamos uma nova menina. A notícia chegou no dia do meu aniversário: 23 de abril, o que aumentou a motivação festiva.

Enquanto aguardávamos a visita das cunhadas Madalena e Débora, decidimos que a nossa segunda filha se chamaria Camilla, nome também de origem latina. Já não queríamos colocar dois nomes, visto que todos, pela lei do menor esforço, terminariam chamando-a apenas pelo primeiro nome.

Por conta das minhas provas na UFRN e também por eu estar movido pelo desejo de que minha segunda filha nascesse em Natal, ofertei a ida de toda a família para passar as festas do fim do ano em Guaratinguetá. Aquela barganha era uma compensação em troca de ter o bebê em solo potiguar.

Feito o acordo, fizemos a programação com o médico da Base Aérea de Natal para o nascimento da Camilla no Hospital da Aeronáutica.

Havíamos mobiliado o novo lar, dando total atenção na decoração do quarto de Fiamma, no qual foram acrescentados outros móveis para receber mais uma linda criancinha.

A bolsa com roupinhas, fraldas e os adereços da nossa menina estava preparada e a postos.

Com as primeiras contrações sentidas na noite daquela segunda-feira, dia 09 de julho de 1984, acomodamos tudo o que era necessário no veículo e partimos para a maternidade. Já que por aquelas bandas não contávamos com a primazia do “Santo Urbano” utilizamos o nosso Chevette, que deu conta do recado e, em meia hora, estávamos dando entrada na maternidade.

Como ainda não havia dilatação suficiente, fomos para um apartamento para aguardar um pouco mais. O tempo passou, e entramos na segunda hora do dia 10 de julho. Faltando 12 minutos para as duas da manhã, presenciei o nascimento da Camilla, que veio à luz cheia de saúde. Ela pesou 3 quilos e 800 gramas, tendo 49 centímetros de tamanho. Sua pele era mais clarinha e tinha menos volume de cabelos.

O detalhe é que a pontinha do nariz da nossa Camillinha ficou amassada pela posição em que se encontrava no útero materno. Nada que um pequeno esparadrapo e algumas horas de massagem não resolvessem para deixar a extremidade do narizinho com o seu devido alinhamento.

Os primeiros banhos de sol que nossa menina ganhou vinham com uma intensidade maior por causa da incidência solar da região, que se situa um pouco abaixo da linha do Equador. Por isso mesmo, estava sempre bem coradinha.

O meu gosto pela fotografia aumentou com a chegada das minhas filhas, assim comecei a fotografar mais. Quando Camilla chegou ao mundo, já encontrou um fotógrafo muito mais experiente, o que representava a garantia de lindas fotos.

Recebemos, como primeira visita, o meu chefe, que carinhosamente trazia um lindo presente para nosso bebê.

Logo fomos apresentar nossa menina para avós paternos: Cleto e Francisquinha. As tias e tios, que sempre encheram de mimos a primeira filha da cunhada paulista, naquela tarde tinham olhos somente para Camillinha.

Fiamma não se ressentiu de perder o centro das atenções com a chegada da irmãzinha, continuou engatinhando pela casa, sendo clicada de vez em quando, juntamente com sua nova companheira de quarto.

O segundo semestre de 1984 passou rapidamente, com as visitas pediátricas previstas e vacinações sempre em dia. Antes da programada viagem de fim de ano para Guaratinguetá, fomos algumas vezes à praia. Brincávamos na areia fazendo castelinhos. Em uma dessas oportunidades, tivemos o privilégio de levar conosco nossas queridas visitantes: Madá e Débora.
Para fechar com chave de ouro o ano feliz de 1984, faltava apresentar a quarta neta aos avós maternos. Assim ocorreu, e passamos as festas de fim de ano no aconchego da família Simões.

Regressamos no comecinho de 1985 para Natal. Na cidade do sol, Fiamma e Camilla continuaram a desfrutar da convivência da família Cavalcanti até dezembro de 1989, quando fomos transferidos para São José dos Campos/SP.
De lá pra cá, o tempo pareceu voar. Vinte e nove anos já se passaram, que foram vividos com muita intensidade e com muitas alegrias.
Camilla cresceu cheia de muito entusiasmo, conquistando seus objetivos, de acordo com suas escolhas. Formou-se em Enfermagem e depois fez faculdade de Administração. Hoje está muito feliz, casada com o Rodrigo e tendo sua querida filha, Sara, que é sua amiga e companheira.
Camilla é muito alegre e extrovertida, conquistando muitos amigos por onde passa. Ela não fica um dia sem se comunicar com sua irmã, Fiamma, e está sempre paparicando seus sobrinhos.
Filha, esta data especial não poderia passar sem uma grande comemoração e homenagem: “FELIZ ANIVERSÁRIO!”
Que haja muita festa em família, junto com seu maridão, o querido Rodrigo, e na companhia de sua linda e inteligente filha (e minha querida neta) Sara.
Parabéns por ser uma filha, irmã e mãe muito dedicada e carinhosa.
Um beijão, Camilla, te amo muito!

Autor José Maria Cavalcanti

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