Natal – RN

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LINDA BABY – PEDRINHO MENDES

NATAL

25 de dezembro de 1599 – 413 anos

Linda Baby

Pedro Mendes – “Um dos grandes talentos de Natal”

“Essa é uma terra de um deus mar
De um deus mar que vive para o sol
E esse sol está muito perto daqui
Venha e veja tanto quanto pode se curtir”

Natal acabou de completar seu 413º ano de existência, tendo muito a comemorar. Quem foi tão agraciado pela natureza não tem do que reclamar. A capital potiguar é ricamente circundada por um mar de águas cálidas, de um azul maravilhoso, não devendo nada ao Caribe. O sol, amenizado por uma constante e fresca brisa, perde sua intensidade, tornando o clima mais ameno e saudável, por isso que a cidade do sol é tão prazerosa e acolhedora. Um lugar que foi especialmente desenhado por Deus para se viver bem, com qualidade de vida.

“Linda terra para a mãe gentil
Belo cai o sol sobre esse rio
E esse rio também está perto daqui
Venha e veja tanto quanto é o nosso Potengi”

O sol poente é uma das suas atrações. Ali, pertinho da barra do Forte, ele se debruça lindamente sobre as margens do rio Potenji.

No restaurante do Iate Clube, desfruta-se o show do astro-rei antes de se esconder por trás dos manguezais e dunas. Enquanto o sol se põe, um harmonioso som é ouvido, vindo de um saxofone, que é conduzido por um remador, que faz deslizar sua barca por entre as embarcações ancoradas.

Enquanto os olhos ficam marejados com o cenário, os ouvintes desfrutam a valsa Royal Cinema, de potiguar Tonheca Dantas, seguida por Ave Maria de Gounod, Serenata dos Pescadores, de Othniel Menezes e o Trenzinho Caipira, de Vila Lobos.

Após este momento sagrado, o show segue com expressões artísticas locais, tudo de encher os olhos e ouvidos de potiguares e dos muitos turistas que visitam o local.

As atrações são: Banda Perfume de Gardênia, a apresentação impecável Mariana Holschuh, no solo de Violino e, para fechar a noite com chave de ouro, entra em cena o cantor natalense, Isaque Galvão, que leva todos ao delírio.

“Sempre que estiveste por aqui
Não observaste o nosso ser
Nem aproveitaste o lindo olhar ao céu
Venha pois não dá prá dizer tudo no papel”

É indizível, intraduzível a sensação que se vive por aqui. Palavras, fotografias, vídeos, tudo é mera tentativa de descrever o que se vê na gente acolhedora de Natal, da cultura potiguar, do mar, do céu, “difícil é colocar tudo no papel”!

“Curte-se aqui ao natural
A natureza espalha o nosso chão
Estou cantando a terra que é o meu viver
E acontece que eu estou cansado de dizer”

Natal é sinônimo de riquezas naturais, praias lindas e lugares paradisíacos. A natureza não economizou recursos e, na curva do nosso continente, concedeu toda a sua graça.

Falar de tudo que é Natal e o que tem para oferecer a mídia não se cansa de divulgar e propagar pelos quatro cantos da terra.

“Que aqui não tem avenida São João
Nem o mesmo padrão que se tem por aí
Coisas que não tem em todo o canto não se deve exigir”

A Avenida São João ficou mais famosa com Sampa, de Caetano; as caminhadas noturnas pelos bares das ruas paulistanas não foram as mesmas depois de Ronda, de Paulo Vanzolini; e Adoniran Barbosa deu o tiro no Álvaro certo, quando pôs Iracemas e Arnestos no seu Trem das Onze. Todos tinham um único propósito: enaltecer São Paulo.

Embora em Natal não exista a mesma avenida, temos a nostálgica Ribeira, com suas antigas ruas, de insondáveis histórias, não só do período da II Grande Guerra, mas também de um tempo em que os candeeiros de gás iluminavam suas noites e a lua cheia enchia de inspiração o veio poético de Auta, Elói e Henrique Castriciano, todos de Souza.

“Isso é Natal, ninguém se dá muito mal
Como dizem pessoas quase sem se sentir
Linda baby, baby linda, volte sempre aqui.”

“- Se alguém falar mal de Natal, corto a língua do sujeito!”, assim dizia seu mais eufórico defensor. Eu concordo e assino embaixo.

Não conheço uma só pessoa que não tenha gostado deste recanto ensolarado. Eles não só adoraram esta minha linda terra como também fazem plano pra voltar.

Por isso Pedro Mendes tem razão, ela é nossa “Linda Baby”, uma linda mulher, cheia de beleza e encantos.

Autor – José Maria Cavalcanti

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