Carinhoso

 

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CARINHOSO – Música de Pixinguinha e Letra de João de Barro

Meu coração não sei por quê

Bate feliz quando te vê

E os meus olhos ficam sorrindo

E pelas ruas vão te seguindo

Mas mesmo assim

Foges de mim

Ah se tu soubesses como sou tão carinhoso

E o muito, muito que te quero

E como é sincero o meu amor

Eu sei que tu não fugirias mais de mim

Vem, vem, vem, vem

Vem sentir o calor dos lábios meus à procura dos teus

Vem matar essa paixão que me devora o coração

E só assim então serei feliz

Bem feliz

O carinho é o sentimento que nos leva à felicidade. Talvez por isso a música Carinhoso conceda as nossas almas toques tão suaves e envolventes. Seus arranjos musicais são lindos e a letra não fica atrás, já que conclama este sentimento tão precioso e vital para a relação amorosa.

Há quase 100 anos, Pixinguinha produziu Carinhoso. Dez anos depois, João de Barro, o Braguinha, fez a letra e, em 1937, Orlando Silva gravou pela primeira vez aquela que se tornou um hino da MPB. A interpretação do Cantor das Multidões é impecável, mas também outras belas vozes gravaram esta pérola, tais como Francisco Alves, Ângela Maria, Elizete Cardoso, Elis Regina, Marisa Monte e muitos outros nomes famosos.

Análise da Letra de CARINHOSO

“Meu coração, não sei por quê/Bate feliz quando te vê/E os meus olhos ficam sorrindo/E pelas ruas vão te seguindo/Mas mesmo assim foges de mim”

O coração – a central das emoções – do amante parece ganhar vida com um pulsar próprio, motivado pela atrativa mulher, a ponto de refletir nos olhos imensa alegria frente aquele belo desfilar pelas ruas.

“Mas mesmo assim foges de mim”

Aqui se vê que, embora o olhar ávido de desejo a acompanhe, ela não corresponde ao vívido pulsar daquele coração apaixonado.

Frente à fuga, ele declara:

“Ah se tu soubesses/Como sou tão carinhoso/E o muito, muito que te quero/E como é sincero o meu amor/Eu sei que tu não fugirias mais de mim”.

Sim, por saber que a mulher inteligente valoriza amor sincero e carinho, que são fatores essenciais na relação a dois.

E não contente em dizer quão sincero é seu amor, o amante suplica:

“Vem, vem, vem, vem/Vem sentir o calor dos lábios meus/À procura dos teus/Vem matar essa paixão/Que me devora o coração/E só assim então serei feliz/Bem feliz”.

O toque e encontro dos corpos produzem um calor devorador, energia que incendeia os corações apaixonados.

 

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