12 de Junho – Dia dos Namorados

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NAMORANDO NO BANCO

 

Velha Infância – Tribalistas (Arnaldo, Carlinhos e Marisa)

Você é assim

Um sonho pra mim

E quando eu não te vejo

Eu penso em você

Desde o amanhecer

Até quando eu me deito

Eu gosto de você

E gosto de ficar com você

Meu riso é tão feliz contigo

O meu melhor amigo é o meu amor

E a gente canta

E a gente dança

E a gente não se cansa

De ser criança

Da gente brincar

Da nossa velha infância

Seus olhos meu clarão

Me guiam dentro da escuridão

Seus pés me abrem o caminho

Eu sigo e nunca me sinto só

Você é assim

Um sonho pra mim

Quero te encher de beijos

Eu penso em você

Desde o amanhecer

Até quando eu me deito

Eu gosto de você

E gosto de ficar com você

Meu riso é tão feliz contigo

O meu melhor amigo é o meu amor

E a gente cantar a gente dançar a gente não se cansa

De ser criança

Da gente brincar

Da nossa velha infância

Seus olhos meu clarão

Me guiam dentro da escuridão

Seus pés me abrem o caminho

Eu sigo e nunca me sinto só

Você é assim

Um sonho pra mim

Você é assim

 

Nessa linda letra, OS TRIBALISTAS associaram a sensação deliciosa do amor com as memórias, agradáveis e aprisionantes, da Velha Infância. Noutra letra, Djavan diz que “o amor é um grande laço, um passo para uma armadilha”, talvez querendo nos precaver deste doce perigo no qual os amantes adoram se lançar. Já o grande poeta português, Camões, disse que “o amor é um fogo que arde sem se ver” e segue noutro verso: “é um querer estar preso por vontade”.

Sim, é verdade que quem ama vive em isolamento voluntário, em um estado de entrega total, que se dá de corpo e alma, à energia poderosa e envolvente do amor.

Hoje, Dia dos Namorados, o Bollog faz uma homenagem aos casais apaixonados com esse grande sucesso: VELHA INFÂNCIA, que é uma das músicas mais emblemáticas para aqueles que se amam.

Análise da Letra da Música

 

Você é assim/Um sonho pra mim/E quando eu não te vejo

Todos querem amar e ser amados. Isto é tão forte que governa nosso pensamento e, ainda mais, nos faz sonhar. Quando isso se realiza, o imaginário é deixado de lado, pois que a presença física passa a ser essencial. Depois que é palpável, queremos a todo tempo tocar e até, se possível, prender. Isso faz recordar também o sentimento de criança, que não quer repartir com ninguém o sorvete ou o bombom.

Eu penso em você/Desde o amanhecer/Até quando eu me deito/Eu gosto de você/E gosto de ficar com você

Quando o amor toma conta, pensamos a todo tempo na pessoa amada. Nem pensar ficar com mais ninguém, o amor nos basta. Ele é possessivo sim e, às vezes, ele é deliciosamente sufocante.

 

Meu riso é tão feliz contigo/O meu melhor amigo é o meu amor

Ao lado de quem amamos, sorrimos o verdadeiro riso. Dos lábios e olhos, que brilham, pode ser vista uma felicidade infinda. É uma alegria tão grande que não pode ser comparada àquela vivida na companhia dos amigos da bola, do skate, da prancha ou da música.

E a gente canta/E a gente dança/E a gente não se cansa/De ser criança/Da gente brincar/Da nossa velha infância

Tal felicidade nos faz levitar. A sensação é tão gostosa que faz o tempo parar, dando vontade de cantar e bailar, incansavelmente. É como o clima prazeroso da velha infância, tempinho bom quando queríamos brincar sem cessar, sem preocupação com mais nada.

Seus olhos meu clarão/Me guiam dentro da escuridão/Seus pés me abrem o caminho/Eu sigo e nunca me sinto só

Quando jovens, temos muitas inseguranças: o medo da rejeição, a incerteza da nossa beleza e outros lances de cor, classe social ou religião. Tudo isso é escuridão, que na infância tanto apavora as crianças.

Quando se ama, qualquer imperfeição é irrelevante. O outro nos vê com “olhos mágicos”, enxergando apenas nossa alma, nosso melhor, que é puro e constitui nosso ser essencial.

A dois, surge um clarão que ilumina, como um farol na escuridão do mar noturno.

Por isso é que se diz: quem ama nunca está só.

Você é assim/Um sonho pra mim/Quero te encher de beijos

É um sonho vivido a dois, com muitos carinhos e beijos.

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