Felicidade
FELICIDADE
Se pudesse…
Eu a congelaria para apreciá-la qual sorvete a qualquer tempo
Eu a prenderia com grilhões para tê-la sempre atada a meu cantinho
Eu a cortaria em pedaços infinitesimais para saboreá-los uma a um a cada poente
Eu a compartilharia generosamente com carentes e desafortunados
Eu cortaria suas asas para que não fugisse nunca mais do viés do meu entorno
Eu a penduraria com neon na fachada do meu olhar
Eu a exibiria no passeio aos transeuntes, presa a meu calcanhar
E a liquidificaria para servir qual remédio e assim sarar a dor do coração abandonado.
Intrigante
RESPOSTAS PARA PERGUNTAS INTRIGANTES
Você sabe o que é um celacanto?
O celacanto é um tipo de peixe que ainda existe e seria o “parente” mais próximo dos anfíbios. Pensava-se que o animal estava extinto até 1938, quando um foi encontrado em águas profundas próximas à África do Sul.
Queda de cabelo?
Em certas épocas, a queda de cabelo é mais acentuada, mas isso não significa que estamos ficando calvos. Como os animais, que trocam a pelagem, nossos cabelos também são substituídos (felizmente não todos de uma vez). Estima-se que um fio de cabelo humano dure de 2 a 6 anos.
Você sabe qual animal contribui para o reflorestamento?
Há uma estimativa de que milhões de árvores no mundo são plantadas acidentalmente por esquilos, que enterram nozes e esquecem onde as deixaram.
Por que os gatos bebem pouca água?
Originalmente, os ancestrais dos gatos eram animais do deserto. Em virtude disso, os rins dos felinos se adaptaram muito bem à vida sem água. Eles são capazes de eliminar toxinas sem precisarem de muito fluido (fato que explica porque a urina dos gatos é tão concentrada e possui um cheiro horrível).
O que é o tendão de Aquiles?
É a parte do corpo que conecta os tendões dos músculos da panturrilha ao osso do calcanhar. É o mais forte e rígido dos tendões humanos.
Você se acha parecido com um chimpanzé?
Pode não se achar, mas somos mais parecidos do que imagina. A diferença entre o DNA de um ser humano e o de um chimpanzé é de menos de 2%.
Você sabia que os jacarés também choram?
Quando o réptil se encontra fora d’água, suas glândulas lacrimais trabalham em dobro. Assim, até ao devorar uma presa o “bichinho” se demancha em lágrimas.
Por que as abelhas dançam?
Ao encontrar alimento farto, as abelhas voltam para a colmeia e, dançando, indicam a direção e a quantidade do alimento encontrado, participando assim sua descoberta com as outras abelhas.
Por que sentimos um choque ao batermos o cotovelo?
Porque temos no cotovelo um nervo muito exposto, chamado Ulnar. Este nervo está portanto suscetível a batidas . O nervo Ulnar está ligado aos dedos mínimos e anelar, daí a sensação de choque se irradiar do cotovelo até os dedos da mão.
Por que urinamos de forma descontrolada quando somos submetidos a situações de medo ou pânico?
Porque o estresse causa uma alteração no controle autônomo do esfíncter urinário, ou seja, a bexiga apresenta contrações involuntárias, diminuindo sua capacidade de armazenamento da urina, o que causa o descontrole.
Por que o monóxido de carbono é tão prejudicial a nossa saúde?
Porque o monóxido de carbono se combina com glóbulos vermelhos muito mais rapidamente que o oxigênio, impedindo que este último seja transportado às células.
Você sabe o que é a cera do ouvido?
A cera de ouvido é formada por óleos e gordura. O ouvido fica protegido de pó e de pequenas partículas, que ficam presos nessa cera.
Por que a água de coco é tão benéfica ao nosso corpo?
Porque a água de coco é rica em sais minerais, principalmente sódio e potássio, e hidrata o corpo com pouquíssimas calorias.
Em que parte do corpo humano você encontra uma amostra completa do seu DNA?
No cabelo. O bulbo capilar fornece uma verdadeira cópia heliográfica do DNA.
Por que ocorre o coma?
Quando um paciente está em coma significa que seu estado é de inconsciência – nenhuma estimulação é capaz de despertar o doente. O coma ocorre quando o córtex ( parte mais externa do cérebro) é afetado, a pessoa perde as atividades cerebrais superiores – como a consciência, capacidade de percepção e reatividade -, mas conserva as funções autônomas, como a respiração e a circulação. A volta do coma pode ser complicada, dependendo do nível da lesão cerebral. Os especialistas concordam que quanto mais tempo em coma, menor é a chance de o doente voltar, mas discordam sobre prazos: para alguns, após três meses, é difícil que a volta ocorra sem sequelas; outros acham que fazer qualquer prognóstico é arriscado.
Ah, como a vida é bela! Apaixonado?
Saiba o que os cientistas dizem para explicar essa sede de viver… Sabe quando o dia amanhece sorrindo para você? Então, para a ciência, aquele olhar apaixonado, de peixe morto, tem explicação. Quando a pessoa fica apaixonada, seu organismo produz grandes doses de três tipos de anfetaminas: dopamina, norepinefrina e feniletilamina. Essas três substâncias provocam euforia e podem causar dependência – uma possibilidade para explicar o comportamento de pessoas que não conseguem manter relacionamentos duradouros. Quando o relacionamento vinga, depois de dois ou três anos, os amantes começam a produzir mais endorfina, substância que dá sensação de segurança e tranquilidade.
Você sabe por que os gases nobres são chamados assim?
O termo nobre se refere à ausência de reatividade química nesses gases inertes. São seis os gases nobres: hélio, neônio, argônio, criptônio, xenônio e radônio.
Você sabe o que é tafofobia?
Muitas pessoas pedem para serem cremadas com medo de serem enterradas vivas. Esse receio de acordar dentro de um caixão, debaixo da terra, sufocado, é chamado tafofobia – medo de ser enterrado vivo.
Você sabia que em um enforcamento a pessoa não morre por ser estrangulada?
Ao contrário da crença popular, a causa da morte em um enforcamento não é o estrangulamento, mas a lesão provocada na parte superior da medula espinhal. Esta se dá com a fratura ou o deslocamento das vértebras cervicais. A morte é quase instantânea e acaba sendo mais rápida do que em outras formas de execução, como a guilhotina, a câmara de gás e a cadeira elétrica.
Você já viu animais com três cérebros?
Os estegossauros tinham três cérebros. Eram animais gigantes, com cerca de 7 metros de comprimento. Paleontólogos descobriram nos fósseis dessa espécie dois “cérebros auxiliares”, um no pescoço e outro na cauda, perto da bacia, que ajudavam o cérebro-chefe, cujo tamanho era similar a uma bola de pingue-pongue. Os “cérebros auxiliares” eram nódulos de neurônios (células nervosas), dentro das vértebras do bicho. Provavelmente, sua função era coordenar alguns movimentos do corpo, auxiliando na locomoção.
Você sabe como surgiu o brega?
O termo surgiu para designar pejorativamente a preferência musical das classes sociais mais baixas. A ideia era satirizar os excessos de sentimentalismo musical em canções típicas como: Coração Materno, de Vicente Celestino, ou Paixão de um homem, de Waldik Soriano. Alguns artistas reagiram ao rótulo e cunharam a frase: “Se cantar o amor é ser brega, então sou brega”.
Qual é o maior de todos os animais?
A baleia azul. Ela pode chegar a medir até 30 metros e pesar 120 toneladas. Traduzindo em elefantes: o comprimento de seis animais e o peso de dezessete.
Qual a única parte do corpo humano não recebe sangue?
A córnea. Ela não é suprida pelo sangue e absorve o oxigênio necessário diretamente do ar.
Você sabia que as formigas saúvas não comem folhas?
Na realidade, as saúvas cortam e carregam folhas e pedacinhos de insetos em decomposição para o interior do formigueiro, porque servem para formar fungos especiais. As formigas se alimentam desses fungos.
Como surge a cãibra?
É um espasmo muscular, comum na barriga da perna, que ocorre após muita atividade física, quando a energia acaba e a musculatura se contrai e não relaxa. Para fazer a cãibra passar, é preciso contrair o músculo oposto ao que está doendo, como fazem os jogadores de futebol. Se a cãibra for na barriga da perna, é preciso alongar os músculos da parte da frente, esticando o pé para trás.
Como sobrevivem os peixes em um lago congelado?
Nos lagos profundos, somente a região superficial fica congelada durante o inverno. Na parte mais funda, a temperatura da água se mantém relativamente inalterada e mais alta que da superfície, permitindo assim, que os animais aquáticos sobrevivam.
Pele de rinoceronte à prova de bala?
O quadrúpede tem a pele tão espessa que serve para a fabricação de excelentes escudos, quase à prova de balas. Um projétil de espingarda disparado à distância de 600 metros não perfura a duríssima epiderme do animal. Os caçadores mais experientes se aproximam do animal para atirar à queima-roupa.
Você sabe o que é bruxismo?
É uma doença que atinge de 5% a 10% da população. Em geral, decorre de um distúrbio nervoso, não grave, resultante de estresse ou tensão. Durante o sono, o cérebro envia estímulos para a mandíbula que fazem o dorminhoco tenso esfregar os dentes. O bruxismo pode ser resultado também de problemas fisiológicos, como encaixe errado da arcada dentária superior com a inferior, capaz de desencadear reação neuromuscular.
Se você jogar uma casca de banana no seu jardim, em alguns dias não encontrará nada. Por quê?
Porque a casca de banana é biodegradável, ou seja, se decompõe naturalmente. Agora, se você fizer o mesmo com plástico ou vidro, pode esquecer. Ninguém sabe quanto tempo esses materiais levam para voltar à natureza. Simplesmente porque isso ainda não aconteceu. O plástico existe há apenas cem anos e resiste à umidade e a produtos químicos. O vidro não pode ser consumido por nenhum ser vivo. Há garrafas de vidro com mais de 2 mil anos de idade. A única saída para que esses materiais não abarrotem nossas cidades, nossas florestas e nossa vida é reciclá-los, reaproveitá-los industrialmente. Do contrário, estaremos fadados a conviver para sempre com montanhas e montanhas de plásticos usados e vidros velhos.
Qual inseto mata mais de um milhão de pessoas por ano?
O pernilongo, por transmitir a malária, infecta 200 milhões de pessoas por ano, e mais de um milhão morrem.
Por que depois de uma boa noite de sono, acordamos com os olhos inchados?
Quase 70% do nosso corpo é formado por líquidos. Quando dormimos, ocorre uma redistribuição, e a cabeça recebe uma parte maior de água do que a que se concentra nela durante o dia. Durante o dia, os líquidos do nosso corpo tendem a se acumular nas pernas, graças à famosa força de gravidade.
Afinal, o que engorda mais: o arroz ou o macarrão?
Se compararmos cem gramas de cada, o arroz ganha. Porém, o macarrão leva a fama porque se adiciona gordura no seu cozimento e se soma a ele os molhos com suas variações calóricas.
Por que dizem que o vinho tinto garante a longevidade?
Porque a casca da uva contém uma substância química antioxidante, que protege as artérias contra o acúmulo de colesterol, além de uma ação anticoagulante que se assemelha com a da aspirina.
Fonte: http://www.acidezmental.xpg.com.br/
Questão de Matemática
DEU A LOUCA NO NALDINHO
Os primeiros minutos daquela madrugada foram de susto. Naldinho, sem se dar conta se Lurdinha estaria ou não acordada, foi logo mandando essa:
- Lurdinha, acho que tô ficando louco! Gritou Naldinho lá debaixo dos cobertores.
- Que é isso, homem, por que você tá assim? Pergunta Lurdinha, inconformada com aquela afirmativa incabível e por ver o marido se apertando debaixo do cobertor.
- Isto começou depois que conversei com o cego Aderaldo. Ele me disse que gastava quase uma hora caminhando da casa dele até o centro. Como imaginei o número de calçadas das muitas ruas movimentadas, carros passando e um montão de obstáculos a vencer, indaguei para ele como ele conseguia aquilo. Ele me respondeu:
“- Simples, tudo é uma questão de Matemática!”
- Mas Naldinho, e por que você encasquetou com isso?
- Seria melhor se ele não houvesse falado aquilo ou dissesse qualquer outra coisa. Lurdinha, aquelas palavras passaram a me incomodar até agora.
- Você poderia explicar melhor, pois estou ficando preocupada!
- Lurdinha, tá vendo este escurinho do quarto, pois bem, aqui debaixo do cobertor a escuridão é praticamente total. Assim vive Aderaldo! Captou?
- E aí, Naldinho? O que que a gente pode fazer se o destino lhe foi desfavorável!
- Lurdinha, você não tá entendendo, o cara vai contando quantos passos ele dá até chegar na primeira esquina. Depois conta outro tanto para cruzar a rua, quando percebe que os carros pararam. Isto ele sabe pelo ronco diferente do motor e o cheiro de borracha dos freios.
- Não tinha parado pra pensar nisso!
- E tem mais, ele está sempre imitando o canto de um pássaro, lembra? Isto tem a ver com cada trajeto. A cada percurso, o número de notas e a música da ave mudam. Ele associa cada itinerário com uma sequência sonora.
- Tá brincando?
- É sério, Lurdinha. Claro que ele foi desenvolvendo o processo aos poucos, com alguns erros e tropeços no início, mas hoje o faz com a maior tranqüilidade, usando apenas a bengala como guia.
- Lurdinha, graças a esse jeito alegre de ser, ele sempre arranjou o sustento para sua mulher e filho. Ninguém consegue negar a ele uma graninha aqui e outra acolá.
- Naldinho, pelo que vejo, ele vive melhor que muita gente, mas agora é hora de você acordar para dar um basta nessa loucura!
- Lurdinha, essa mania de me colocar no lugar do outro é que quase pirei, pensando em uma vida no escuro e cálculos matemáticos.
- Mas Naldinho, tudo na vida é feito baseado em números, desde as pirâmides do Egito ou prédios como o Empire States, a torre Freedom ou o majestoso Burj Dubai. O mundo está banhado em números. Quando se fala em eleição, na verdade é apenas uma corrida de números; quando se debate a inflação, dados estatísticos que retratam escaladas de preços começam a surgir como informações comprovativas. Quando o assunto é superpopulação, onde o foco é a explosão demográfica, sociólogos trazem à baila suas tabelas numéricas para provar A + B. Os jornais enchem suas páginas com os números de mortos, acidentes nas estradas, roubos, assassinatos, sequestros-relâmpago e a coisa por aí vai.
E Lurdinha se empolga e descamba a falar, relembrando-se talvez das excelentes aulas que ela recebeu do apaixonante professor Ptolomeu.
- Tem mais, Naldinho, a Matemática tá em todo lugar. Ela está nos códigos de barras dos produtos e nos registros de quase todas as profissões, e tudo expresso por meio de sua simbologia única, que é uma linguagem universal.
Nisso, Naldinho, sem aviso prévio, aciona o interruptor. Talvez com dois propósitos: o primeiro para trazer luz à escuridão que ele estava; e o segundo, para brecar a fala desenfreada de Lurdinha.
Acho que ele só atingiu o primeiro alvo, pois Lurdinha seguia firme:
- Naldinho, tenho certeza que tudo isso ocorreu com você tem tudo a ver com essa sua mania de ficar jogando xadrez às cegas. O que você quer provar com isso se nem mesmo há competição sem ver o tabuleiro…
- Lurdinha, você realmente tocou no cerne da questão. Por falar nisso, lembrei-me quando perguntaram a um grande mestre como ele fazia para jogar tantas partidas simultâneas às cegas, ele simplesmente explicou: “Eu associo tudo com uma grande cômoda com suas muitas gavetas numeradas. Em cada uma delas eu deposito um tabuleiro, assim, ao chegar com os olhos vendados diante da mesa de cada adversário, abro a gavetinha correspondente, visualizo o posicionamento das peças e, depois de conceituar o que vejo, faço a jogada mais correta com o que exige a posição.”
- Lurdinha, quando jogo às cegas, vejo-me como o Aderaldo ou como tantos grandes jogadores do passado, tais como Alekhine, que jogou contra 29 jogadores ao mesmo tempo ou como Najdorf, que bateu o recorde mundial, ao jogar contra 45 adversários, e até mesmo com o nosso querido Hélder Câmara, que jogou contra 12, tendo o recorde nacional; já Kasparov e Morphy só aguentaram jogar contra 8, Capablanca e Karpov somente contra 4.
- Pode parar, Naldinho, se não vai acabar falando de Philidores e Zukertortes da vida. O que você disse só vem a confirmar que todos os jogos passam pela Matemática. A lenda da origem do xadrez poderia ser uma prova. Ela narra o baile que o sábio da corte deu no seu rei, quando ele ofereceu o que ele quisesse ganhar como prêmio por criar o jogo do reis. Depois de um cálculo matemático proposto, o rei ganhou uma lição extra: ele se deu conta que não era tão poderoso quanto parecia ser pela impotência de não poder pagar seu débito ao sábio.
- Acho que você tem razão, Lurdinha, e talvez seja por isso que eu ainda não desisti do xadrez às cegas. Quero ter meu nome inscrito nas tábuas da história.
- Que ideia, e o que você quer provar com isso, Naldinho?
- Meu único propósito é querer bater o Fischer, que nunca jogou uma única partida às cegas e o outro é conseguir a fórmula secreta para fazer o cavalo percorrer as 64 casas do tabuleiro, passando uma única vez por cada uma delas, sem repetir a quadrícula. Isto tem sido uma dor de cabeça pra muita gente, durante centenas de anos. Você pode não acreditar, Lurdinha, mas estou muito perto da solução.
- Naldinho, não leva a mal não, mas bater o genial Fischer depois de morto talvez seja uma moleza, mas descobrir esta tal fórmula secreta, aí, meu querido, você teria que ser como Euler ou Malba Tahan, que foram excelentes matemáticos e não apenas um enxadrista de beira de piscina!
E aquele debate intelectual acabou com a fala enfezada de Naldinho:
- Tá bom, Lurdinha, não precisa xingar. Já vou tomar meu banho, pois tenho aula mais cedo, assim ganho bem mais.
Autor José Maria Cavalcanti
Casamento
CURIOSIDADES SOBRE O CASAMENTO
1. De acordo com a tradição Hindu, chover no dia do casamento é considerado um sinal de sorte.
2. No Japão, o casal de noivos bebe 9 goles de sake, tornando-se marido e mulher a partir do primeiro gole.
3. Na Índia, o irmão do noivo joga flores sobre o casal no fim da cerimônia para os proteger do mal.
4. Na China, a cor do amor é o vermelho e, durante a cerimônia do casamento, o casal bebe vinho com mel com dois copos atados por uma fita vermelha.
5. Na Alemanha, a noiva transporta o sal e pão no seu bolso para assegurar recompensa, e o noivo transporta grãos de cereais para dar saúde e sorte.
6. Na Turquia, antes de a noiva sair da igreja, pede as suas amigas solteiras para escreverem os seus nomes na sola dos seus sapatos. Depois da noite de dança, a tradição dita que a assinatura da pessoa que estiver mais gasta será a próxima pessoa a casar.
7. Para adoçar a união, as noivas devem colocar um pouco de açúcar dentro de suas luvas.
8. Os ingleses acreditam que se a noiva encontrar uma aranha no vestido de casamento esta trará sorte ao casamento.
9. Na Holanda, planta-se um pinheiro fora da casa dos recém-casados como símbolo de fertilidade e sorte.
10. O noivo leva a noiva no colo pela porta de sua nova casa para a proteger dos espíritos maus que estão à espreita no chão da porta.
11. De acordo com o folclore inglês, o sábado é considerado o dia mais azarento, o que acaba por ter uma certa graça, visto ser o dia mais procurado e popular para se casar.
12. No Egito, para dar boa sorte às mulheres egípcias, as amigas beliscam a noiva no dia do casamento.
13. Já no Oriente Médio, as noivas pintam motivos henna nas mãos e nos pés para as proteger do mau olhado.
14. Uma noiva sueca costuma colocar uma moeda de prata, oferecida pelo seu pai, e uma moeda de ouro, oferecida pela sua mãe, em cada sapato, assegurando que ela nunca passará sem eles.
15. Na África do Sul, os pais da noiva e do noivo, ambos, transportam fogo, simbolizando a passagem do fogo dos seus corações para acender o fogo dos corações dos recém-casados.
16. Existe uma tradição que diz que a noiva não deve cozinhar o seu bolo de casamento.
17. No Japão, o branco foi utilizado para as noivas muito antes de a Rainha Victoria o ter popularizado no mundo ocidental.
18. A tradição de usar damas de honra no casamento remonta ao tempo dos romanos. As testemunhas, ou damas de honras exigidas num casamento romano, protegiam a noiva, vestindo-se de maneira semelhante à noiva, enganando assim os maus espíritos, impedindo-os de reconhecerem a noiva.
19. As mulheres marroquinas tomam um banho de leite para se purificarem antes da cerimônia do casamento.
20. A tradição do bolo de casamento remonta à antiga Roma, onde na cerimônia de casamento se partia um pedaço de pão sobre a cabeça da noiva para o bem da fertilidade.
21. As alianças de casamento e de compromisso são usadas no quarto dedo porque antes no Egito se pensava que uma veia nesse dedo estava diretamente ligada ao coração.
22. Diamantes sobre ouro ou prata ficaram muito populares para formalizar um compromisso, devido aos ricos venezianos o terem feito, do início do século dezesseis.
23. Na linguagem simbólica das joias, uma safira num anel de noivado significa felicidade conjugal. As pérolas para anel de noivado estão associadas à má sorte, porque a sua forma lembra uma lágrima.
24. A pedra aquamarine, símbolo de honestidade e lealdade, representa harmonia marital e representa um casamento longo e feliz.
25. A tradição ocidental do vestido branco foi iniciada em 1840 na Inglaterra pela Rainha Victoria, no seu casamento com o príncipe Alberto.
26. Na Dinamarca, as noivas e os noivos tradicionalmente trocam as roupas um com o outro para confundir os maus espíritos.
27. As despedidas de solteiro foram originadas pelos soldados espartanos, que se despediam dos seus dias de solteiro com uma festa desconcertante.
28. Em Portugal, o típico vestido de casamento, antes do século vinte, era tradicionalmente preto.
29. A tradição do véu da noiva teve início com os antigos gregos e romanos, que pensavam que o véu protegia a noiva dos infortúnios e dos maus espíritos.
30. No Egito, a família da noiva, durante a primeira semana de casados, encarrega-se de cozinhar para os noivos, para que o casal possa desfrutar o início do casamento.
31. O tradicional bolo de casamento empilhado partiu de um jogo, onde a noiva e o noivo tentavam se beijar por cima de um bolo, que se tornava cada vez maior, tentando não o derrubar.
32. A expressão “dar o nó” vem de antigas tradições relativas aos casamentos egípcios e hindus, onde as mãos da noiva e do noivo são literalmente atadas, demonstrando o seu laço de união.
33. A noiva se coloca do lado esquerdo do noivo durante a cerimônia do casamento, porque antigamente o noivo necessitava da mão direita livre para lutar com os seus concorrentes.
34. Na tradição católica, originalmente se usava anunciar o casamento, proclamando-se a intenção dos noivos para assegurar que estes não eram da mesma família.
35. A popularidade dos casamentos em Junho descende de Juno, a esposa de Júpiter, que era a deusa do casamento, nascimento e do coração.
Fonte: http://www.veronicas.com.br/blog/2009/04/curiosidades-sobre-casamento-no-mundo/
Dia das Mães
MÃE – AMOR À ESPERA
Ser mãe é um processo cíclico que começa logo cedo, movido pelo tempo num interminável compasso de espera.
Desde menininha, com o corpo a crescer e a mente envolta em doces sonhos, o inocente “projeto de mãe” aguarda o dia em que irá ganhar sua primeira bonequinha.
Se tiver recursos, terá uma Barbie, mas as carentes darão um jeito de transformar uma espiga de milho naquela miniatura de gente, valendo-se dos pelos dourados que escorrem da ponta do sabugo. As roupinhas diminutas virão de qualquer trapo colorido ou mesmo das folhas verdes ou secas do milharal.
Não importa como, elas terão seu protótipo à imagem daquilo que sonham, posto que desejam ninar e acarinhar o outro serzinho, já na tenra idade a aflorar seu lado maternal.
Seu corpo vai se desenvolvendo, assim como seu sexto sentido, dado quase que exclusivamente para servir de radar na busca de sua cara-metade.
E o príncipe será escolhido para atender aos requisitos que ela há muito idealizou.
Às vezes um homem não se dá conta que ele é escolhido por ela. Que ele consubstancia aquilo que ela ansiou em seu coração. O que não muda nunca.
Enquanto aguarda a feliz aparição, ela se faz bonita. Parecendo saber o exato minuto que o seu predestinado irá surgir na sua frente.
Ele nem desconfia que ela já o ame, sem nunca tê-lo visto ou sem saber seu nome, origem e que hábito possui.
E, num determinado instante, como se um ímã gigante e universal atuasse a seu favor, os caminhos se encontram, e aquela primeira espera tem fim. A força mágica e a energia incrível que rola entre os dois acabam consolidando a união tão sonhada. O passo seguinte, após a boda, é o desfrute que se dá na primeira lua adocicada. O casal se funde, alojando a sementinha de uma nova vida no ventre da futura mamãe.
Fecundação do óvulo e o começo da multiplicação celular: vida em ebulição. Num incessante ritmo, o construtor vai compondo todos os sistemas que formarão o todo, seguindo à risca o mapa do DNA, provendo o novo ser de todos os indispensáveis atributos para habilitá-lo para a vida terrena.
Nove meses de espera. Ansiedade suprimida com paciência.
Finalmente o fruto maduro irá ser expulso para a luz.
E que alegria infinda se dá nessa hora. Ali a mãe se dá conta que aquele amor incondicional supera o que ela sente por si mesma.
O corte do umbilical parece desvincular as duas vidas. Só parece, pois mãe não se desliga nunca de suas crias.
A mãe, amorosa, espera que o tempo promova o crescimento saudável da nova vida.
Enquanto frágil, ela por ele vela e protege a aguardar a chegada do primeiro dentinho, da primeira palavrinha, do primeiro passinho.
Depois vem o primeiro dia de aula, a alegria compartilhada de passar no vestibular, depois se formar, a felicidade de conseguir o primeiro emprego e a chegada do primeiro amor.
Durante esta trajetória, a mente materna sempre se mantém focada na sua continuação. Foi sempre assim, quer nas noites ao fazê-lo dormir, agasalhando-o do frio e cuidando para que não adoecesse ou levando e buscando das aulas.
Toda uma vida orientando, educando e dando muito amor.
Amor é a palavra que melhor sintetiza esse ser divino, concedido por Deus para nos trazer ao mundo e nos cuidar.
Escritores
Fernando Pessoa
CURIOSIDADES SOBRE ESCRITORES
1. O escritor Wolfgang von Goethe escrevia em pé. Ele mantinha em sua casa uma escrivaninha alta.
2. O escritor Pedro Nava parafusava os móveis de sua casa, a fim que ninguém o tirasse do lugar.
3. Gilberto Freyre nunca manuseou aparelhos eletrônicos. Não sabia ligar sequer uma televisão. Todas as obras foram escritas a bico de pena, como o mais extenso de seus livros, Ordem e Progresso, de 703 páginas.
4. Euclides da Cunha, Superintendente de Obras Públicas de São Paulo, foi engenheiro responsável pela construção de uma ponte em São José do Rio Pardo (SP). A obra demorou três anos para ficar pronta e, alguns meses depois de inaugurada, a ponte simplesmente ruiu. Ele não se deu por vencido e a reconstruiu. Mas, por via das dúvidas, abandonou a carreira de engenheiro.
5. Machado de Assis, nosso grande escritor, ultrapassou tanto as barreiras sociais bem como físicas. Machado teve uma infância sofrida pela pobreza e ainda era míope, gago e sofria de epilepsia. Enquanto escrevia Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado foi acometido por uma de suas piores crises intestinais, com complicações para sua frágil visão. Os médicos recomendaram três meses de descanso em Petrópolis. Sem poder ler nem redigir, ditou grande parte do romance para a esposa, Carolina.
6. Graciliano Ramos era ateu convicto, mas tinha uma Bíblia na cabeceira só para apreciar os ensinamentos e os elementos de retórica. Por insistência da sogra, casou na igreja com Maria Augusta, católica fervorosa, mas exigiu que a cerimônia ficasse restrita aos pais do casal. No segundo casamento, com Heloísa, evitou transtornos: casou logo no religioso.
7. Aluísio de Azevedo tinha o hábito de, antes de escrever seus romances, desenhar e pintar, sobre papelão, as personagens principais, mantendo-as em sua mesa de trabalho, enquanto escrevia.
8. José Lins do Rego era fanático por futebol. Foi diretor do Flamengo, do Rio, e chegou a chefiar a delegação brasileira no Campeonato Sul-Americano, em 1953.
9. Aos dezessete anos, Carlos Drummond de Andrade foi expulso do Colégio Anchieta, em Nova Friburgo (RJ), depois de um desentendimento com o professor de português. Imitava com perfeição a assinatura dos outros. Falsificou a do chefe durante anos para lhe poupar trabalho. Ninguém notou. Tinha a mania de picotar papel e tecidos. “Se não fizer isso, saio matando gente pela rua”. Estraçalhou uma camisa nova em folha do neto. “Experimentei, ficou apertada, achei que tinha comprado o número errado. Mas não se impressione, amanhã lhe dou outra igualzinha.”
10. Numa das viagens a Portugal, Cecília Meireles marcou um encontro com o poeta Fernando Pessoa no café A Brasileira, em Lisboa. Sentou-se ao meio-dia e esperou em vão até as duas horas da tarde. Decepcionada, voltou para o hotel, onde recebeu um livro autografado pelo autor lusitano. Junto com o exemplar, a explicação para o “furo”: Fernando Pessoa tinha lido seu horóscopo pela manhã e concluído que não era um bom dia para o encontro.
11. Érico Veríssimo era quase tão taciturno quanto o filho Luís Fernando, também escritor. Numa viagem de trem a Cruz Alta, Érico fez uma pergunta que o filho respondeu quatro horas depois, quando chegavam à estação final.
12. Clarice Lispector era solitária e tinha crises de insônia. Ligava para os amigos e dizia coisas perturbadoras. Imprevisível, era comum ser convidada para jantar e ir embora antes de a comida ser servida.
13. Monteiro Lobato adorava café com farinha de milho, rapadura e içá torrado (a bolinha traseira da formiga tanajura), além de Biotônico Fontoura. “Para ele, era licor”, diverte-se Joyce, a neta do escritor. Também tinha mania de consertar tudo. “Mas para arrumar uma coisa, sempre quebrava outra.”
14. Manuel Bandeira sempre se gabou de um encontro com Machado de Assis, aos dez anos, numa viagem de trem. Puxou conversa: “O senhor gosta de Camões?” Bandeira recitou uma oitava de Os Lusíadas que o mestre não lembrava. Na velhice, confessou: era mentira. Tinha inventado a história para impressionar os amigos.
15. Fernando Sabino foi escoteiro dos nove aos treze anos. Nadador do Minas Tênis Clube, ganhou o título de campeão mineiro em 1939, no estilo costas.
16. Guimarães Rosa, médico recém-formado, trabalhou em lugarejos que não constavam no mapa. Cavalgava a noite inteira para atender a pacientes que viviam em longínquas fazendas. As consultas eram pagas com bolo, pudim, galinha e ovos. Sentia-se culpado quando os pacientes morriam. Acabou abandonando a profissão. “Não tinha vocação. Quase desmaiava ao ver sangue”, conta Agnes, a filha mais nova.
17. Mário de Andrade provocava ciúmes no antropólogo Lévi-Strauss porque era muito amigo da mulher dele, Dina. Só depois da morte de Mário, o francês descobriu que se preocupava em vão. O escritor era homossexual.
18. Vinicius de Moraes, casado com Lila Bosco, no início dos anos 50, morava num minúsculo apartamento em Copacabana. Não tinha geladeira. Para aguentar o calor, chupava uma bala de hortelã e, em seguida, bebia um copo de água para ter sensação refrescante na boca.
19. José Lins do Rego foi o primeiro a quebrar as regras na ABL, em 1955. Em vez de elogiar o antecessor, como de costume, disse que Ataulfo de Paiva não poderia ter ocupado a cadeira por faltar-lhe vocação.
20. Rodaram o videoteipe para confirmar a validade de um lance contra o seu Fluminense. Foi unanimidade: pênalti claro. Nelson Rodrigues gritou: “Câmera em mim! Se o videoteipe diz que foi pênalti, pior para ele. O videoteipe é burro! E é só o que tenho a dizer.”
21. Para agradar ao poeta, Chico Buarque “escalou” um jogador do Náutico na Seleção Brasileira, de brincadeirinha. João Cabral de Melo Neto agradeceu a homenagem, com uma ressalva: “Meu time é o América do Recife”.
22. Castro Alves morreu com apenas 24 anos, nasceu em 1847 e veio a falecer em 1871.
23. J.K Roling (Escritora de Harry Potter) começou a escrever seu primeiro livro, Harry Potter e a Pedra Filosofal, em guardanapos em um bar que frequentava, e ao terminar o livro ficou com uma terrível dúvida: escolher se comprava leite para sua filha ou mandava seu livro pra editora, hoje ela é milionária!
24. Jorge Amado para autorizar a adaptação de Gabriela para a tevê, impôs que o papel principal fosse dado a Sônia Braga. “Por quê?”, perguntavam os jornalistas, Jorge respondeu: “O motivo é simples: nós somos amantes.” Ficou todo mundo de boca aberta. O clima ficou mais pesado quando Sônia apareceu. Mas ele se levantou e, muito formal, disse: “Muito prazer, encantado.” Era piada. Os dois nem se conheciam até então.
25 – Há quem defenda que Franz Kafka, autor de “A metamorfose”, tenha inventado o capacete de segurança civil, quando trabalhava no Instituto de Seguros e Acidentes de Trabalho da Boêmia, apesar de não haver certeza se ele inventou mesmo o objeto ou só defendeu o seu uso generalizado.
26 – “O Hobbit”, obra do grande JRR Tolkien, foi proibida na Alemanha nazista depois que um oficial do governo alemão entrou em contato com o autor britânico em 1937 para saber se ele era judeu e recebeu a seguinte resposta: “Lamento dizer que não tenho ancestrais pertencentes a este povo tão bem dotado”. Há uma coincidência curiosa em um dos seus livros, partamos desse trecho:
“Três anéis para os Reis Elfos sob este céu, Sete para os Senhores Anões em seus rochosos corredores, Nove para os Reis dos Homens fadados ao eterno sono, Um para o Senhor do Escuro em seu escuro trono.”
Se invertermos a ordem dos números correspondentes à quantidade de anéis, teremos 1, 9, 7 e 3, ou, se preferirem, 1973, ano da morte de Tolkien.
maldemontano.wordpress.com
Fonte Literatura Brasileira
Machado de Assis Franz Kafka
Rock – Rita Lee
Rita Lee, cantora brasileira poliglota, vinda de uma mescla de pai americano com mãe italiana, já foi imitada, aclamada e copiada 60 milhões de vezes em cinco décadas de sucesso.
No palco, a camaleoa é sempre uma festa de arromba, e o seu público enlouquece, contagiado por seu agito e suas letras irreverentes.
Sua música frenética transita por vários gêneros, num hibridismo envolvente, oriunda de fontes como o tropicalismo, o pop rock e a música Latina.
Seu segredo é uma loucura gostosa, com sabor tuttifrutti. No fundo ela é uma mutante, pioneira do lado de cá, vive vibrante como um solo de guitarra, a reinar não como corista, mas como a rainha do rock brasileiro.
Em 1976, a ovelha negra, lançou perfume ou quiçá um feitiço sobre o bom moço, Roberto de Carvalho. E esse pega-rapaz fez perdurar uma parceria musical/amorosa que se configura pra toda vida.
A coisa virou caso sério, movida pelo vírus do amor. Logo essa mania por Rita fez Roberto chamá-la para um baila comigo, numa banheira de espuma.
Ela o enlaçou e, tocando o maior auê no balacobaco, a Leeoa fez com Roberto o fruto nada proibido: Betinho, numa festinha particular. Pena que não teve flagra!
Viveu uma vida exibida e agora é moda, sentindo-se feliz ao lado do seu gato como uma miss Brasil nos jardins de Sampa ou quem sabe da Babilônia, adornada de bem-me-quer.
Hoje, deixou o corre-corre e está mais tranquila. Como doce vampiro, já sem seus domingos no parque da Vila Mariana, ela só quer curtir os futuros netinhos, ao lado do seu amado, que sempre diz:
- Rita, você é minha “favoRITA”!
Análise da Letra da Música Flagra, de Rita Lee e Roberto de Carvalho
“FLAGRA”
No escurinho do cinema
Chupando drops de anis
Longe de qualquer problema
Perto de um final feliz…
Se a Déborah Kerr que o Gregory Peck
Não vou bancar o santinho, não!
Minha garota é Mae West
Eu sou o Sheik Valentino..
Mas de repente o filme pifou
E a turma toda logo vaiou
Acenderam as luzes, cruzes!
Que Flagra! Que Flagra! Que Flagra!
Uauauauauá! Larará! Larará…
Sei que o maior sucesso da Rita são as músicas Doce Vampiro e Ovelha Negra, mas Flagra não fica muito atrás. Ela começou a falar de vampiros antes que a mistura de lobo e homem, aquelas criaturas monstruosas e peludas, se tornassem uma febre entre os jovens. Talvez tenha sido por isso e outros gostos exóticos que seus pais a considereravam uma “ovelha negra”.
Com a música Flagra, Rita e Roberto fazem uma homenagem às nossas tardes de domingo no cinema, quando íamos curtir os sucessos das películas americanas na década de 1960.
As salas de cinema eram um ambiente de fuga. Escape do mundo lá fora, da vigilância dos pais e das regras sociais. Ali parecia que tudo era possível, acabando sempre com final feliz.
Entre uma guloseima e outra, normalmente drops de anis, mal começavam a correr os créditos na telona, já se iniciava a sessão das carícias e beijos entre os jovens enamorados.
As produções eram muitas vezes estreadas pelo inesquecível símbolo sexual ítalo-americano Rodolfo Valentino ou da linda Mary Jane West ou Mae West. E quem não se recorda dos romances entre o galã Gregory Peck e Déborah Kerr, a qual esbanjava uma beleza inebriante.
Os dois acabavam sempre juntos, e os casaizinhos, agarradinhos na proteção do véu escuro, só se desgrudavam quando o lanterninha pedia um tempo ou havia o rompimento da fita do rolo do filme.
As luzes se acendiam, e aí tudo se revelava: QUE FLAGRA!
Isto remete ao clássico filme Cinema Paradiso, que foi considerado uma declaração de amor feita ao cinema pelo diretor Giuseppe Tornatore. A cena final do filme, musicada magistralmente por Ennio Morricone, exibe a edição de todos os beijos que foram cortados pela censura. Uma espécie de flagra daquilo que todos foram impossibilitados de ver no tempo oportuno.
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Agradecimentos
SABER AGRADECER É TUDO DE BOM!
É comum se escutar “fui agradecê-lo…” ou “agradeci pelo convite”. Embora seja de uso corriqueiro, tais expressões estão incorretas, pois o verbo AGRADECER exige duplo complemento: um transito direto (o que você agradece) e outro indireto (a quem você vai agradecer).
Exemplo:
Agradeço-lhe o convite, isto é, agradeço a ele (complemento indireto) o convite (complemento direto).
Observação: o verbo AGRADECER é semelhante ao verbo INFORMAR.
Veja bem, quem informa, informa alguma coisa (objeto direto) a alguém (objeto indireto).
Exemplo:
A professora informou a reunião (objeto direto) aos pais do aluno (objeto indireto).
A professora informou eles da reunião (ERRO TERRÍVEL!)
Também o verbo PAGAR exige dois complementos.
Exemplo:
O bom moço pagou sua conta (objeto direto) ao comerciante (objeto indireto) da farmácia.
São maneiras incorretas de falar
Exemplos:
1 – Eu informei ele sobre os acontecimentos (ERRADO)
O correto é:
Eu lhe informei os acontecimentos.
2 – Eu paguei ele pelo que devia (ERRADO).
O correto é:
Eu lhe paguei o que devia.
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Canto da Manhã
CANTAR DE GALO
Por entre os galhos dos frondosos sapotizeiros do quintal, um sol reluzente começava a despontar, embelezando a linda manhã primaveril, dando a ela luz e cor típicas do Seridó.
No chão, as imagens retorcidas se projetavam em volta dos limoeiros e dos tabuleiros das hortaliças, talvez rabiscos delineados a nanquim naquele quadro surreal.
No terreiro, folhas salpicadas de um restinho de orvalho forravam o chão. Entre galinhas e pintinhos amarelinhos, o galo ciscava alvoroçado, sacudindo suas plumagens multicoloridas, à procura das minúsculas sobras da última ração.
Faltando menos de dois quartos de hora para seis da manhã, Dourado irrompeu o silêncio matutino no mais estridente canto, não sem antes abrir as asas e bater forte, estufando o peito para o alto, ao encontro da vermelha crista eriçada.
Aquele canto não era somente para anunciar que estava bem vivo e uma forma antiga de estabelecer controle sobre o território, tinha também uma dupla função. Uma era mostrar para os desafiantes quem mandava no pedaço e a outra, desconfio, pra tirar da cama aqueles que logo iniciariam suas funções matinais.
Ao ouvir o belo canto, o doutor já desperto deu pressas aos atos que antecediam o banho e, num lapso de tempo, estava dentro das roupas brancas, já barbeado e asseado, pronto para mais um dia na sala de partos do Hospital de Currais Novos.
Não sairia sem antes olhar os lindos espécimes que sempre ganhava de presente. Os pacientes, sabedores da atração do médico por galos, logo espalharam a notícia, e já ninguém o presenteava com patos, perus ou barras de queijo de qualho. O negócio era galo, e galo bonito e cantador.
Após um rápido desjejum, o fã dos galináceos ia até a grande gaiola das prendas para soltar aquele que ele julgava fazer frente ao macho do terreiro. Arrastou para fora o intrépido e impetuoso Espora Negra, que saiu ligeiro e destemido, correndo para cima de Dourado. Os dois giravam, medindo força, enquanto as galinhas fugiam daquela espécie de rinha improvisada.
E de pronto, um novo canto ecoou pelos ares da vizinhança, era o novo candidato querendo afrontar e fazer bonito, principalmente para as fêmeas poedeiras e àquelas que se protegiam e aninhavam os filhotes sob suas enormes asas.
Quando Dourado partiu para dar uma lição no intruso, o doutor atalhou com a mão a briga, antes que se desse um embate mortal em busca de liderança, domínio e sobrevivência. Tratou de acalmar os ânimos dos dois, pois seu objeto de interesse estava focado no canto.
Não bastou aquele esforço e tampouco os rodopios em torno das fêmeas, o especialista estava presente para avaliar qual deles permaneceria reinando e procriando por ali. Era a beleza e também a intensidade do canto que apontaria o vencedor.
O doutor sabia que um canto de qualidade teria que seguir alguns requisitos: ser forte, repetitivo e longo, com duração em média de 30 segundos. Tudo isso se fazia acompanhar de uma postura característica do macho do terreiro. O galo não só primeiro projeta seu corpo e abre as asas, com o olhar fito no horizonte, exibe suas pupilas dilatadas, a língua vibra sulcada, a crista e as barbatanas ficam protuberantes e bem avermelhadas. O som percorre pela garganta esticada, escapando pelo bico do animal, repercutindo por toda a vizinhança adormecida. No finalzinho do canto, o animal vai baixando a cabeça até o bico atingir o solo, suspirando um inconfundível: “- Ohhhhhhhhhh!”.
Como Espora Negra não cumpriu todos os requisitos exigidos, dançou. Dourado continuaria mais um dia no comando, enquanto o Espora Negra teria destino certo: a panela.
Sem perder tempo, virou o galo de cabeça pra baixo até deixá-lo grogue, depois, com um golpe certeiro, o doutor destroncou o pescoço do desafiante, entregando-o para a cozinheira para se tornar o item principal do seu próximo almoço.
Despediu-se e seguiu para trabalhar. Naquele dia, um paciente indagou para ele sobre o porquê daquela obsessão por galos, o doutor pacientemente explicou com riqueza de detalhes:
- Como todos vocês, cresci escutando, nos quintais dos arredores de minha casa, o canto do galo, que considero uma das coisas mais belas da natureza. É coisa antiga do passado, talvez um mover de memórias da infância, oriundas de um bairro de periferia. E essa paixão me seguiu pela vida adulta, mais ainda depois que meus pais foram morar numa grande área arborizada, com fruteiras, plantação de macaxeira e criações. Por entre os pomares, era comum eu ver os madrugadores empenados, cantando bonito, ao lado do seu harém e em torno de suas crias.
Assim se explicava com orgulho o doutor, essa sua mania por galos, espécie trazida ao Brasil pelas primeiras caravelas portuguesas que aqui aportaram.
Os dias se passavam, e aquela sua rotina se perpetuava.
Quando já não havia mais desafiantes para Dourado, depois de superar os adversários que se apresentavam, a bela ave seguia orgulhosa e parecia exibir com seu porte altivo o recorde inigualável de vitórias.
Mas aquele cenário estava por mudar com a necessidade do seu dono comprar uma clínica ampla numas das avenidas principais da “Princesa do Seridó”. Este fato novo também iria causar uma grande mudança na apreciação do doutor pelos galináceos. Na extensão do novo local particular de trabalho, havia também uma grande casa, com um apartamento e garagem coberta nos fundos.
Depois de fazer a mudança é que o doutor se deu conta que ali não existia quintal. Aquilo foi sua maior tristeza, pois já não poderia seguir com Dourado e suas crias.
Não tendo coragem de mandar Dourado para a panela, deu o companheiro de inúmeras manhãs para um amigo que morava em algum lugar ali por perto, assim como as demais aves.
E as manhãs seguiam sem graça sem ele poder nutrir aquela paixão. Mesmo assim, quando dos seus amanheceres vazios, o doutor parecia ainda ouvir o canto de Dourado em algum quintal, no exato instante que seu predileto emitia o inconfundível toque.
E o saudoso doutor desconfia que ele passou a cantar mais alto somente para que ele pudesse de longe escutar.
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Bate boca e Vale tudo
HÍFEN SIM – O CORRETO É BATE-BOCA E VALE-TUDO
Estas palavras pertencem à classe dos substantivos, no caso, os substantivos compostos, ligados por hífen.
Li, recentemente, a seguinte frase de um dos canais de comunicação:
“Na confusão da apuração de votos do Carnaval de São Paulo, o bate boca chegou ao fim.”
E outra:
“Nas licitações do Rio de Janeiro, tudo pode, é um vale tudo.”
Vejam que, nos dois exemplos, são cometidos os dois erros por jornalistas e redatores de jornais de São Paulo e do Rio de Janeiro. Isto porque, após a matéria ser entregue para edição, a pauta passa pelas mãos dos revisores, o que torna a coisa mais grave.
O certo é escrever “bate-boca” e “vale-tudo”, pois são substantivos compostos.
ATENÇÃO!
Nas orações abaixo, não existe erro, embora as duas palavrinhas venham juntas. Saiba o porquê.
1 – Escutei a vizinha num quebra-pau danado com o marido. Ela quebra pau e bate boca sempre que ele chega tarde em casa.
2 – Em briga de marido e mulher vale tudo.
Perceberam a diferença? Nos casos acima citados, praticados pela imprensa, as palavras “bate-boca” e “vale-tudo” vieram antecedidas de um artigo, caracterizando a classe dos substantivos. Nos exemplos seguintes, “bate boca” não é um substantivo. Boca é complemento verbal do verbo bater. Ela bate o quê? Resposta: boca. Também o outro exemplo: “Em briga de marido e mulher vale o quê? Reposta: tudo.
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O que eles dizem!