VELHA FIGURA

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ANDRÉ – O RABEQUEIRO

Por muito pouco, André – O Rabequeiro não foi parar em O Livro das Velhas Figuras, obra cultural que foi compilada por Luís da Câmara Cascudo.

Como o que ocorreu com muitas figuras, mencionadas nos seis volumes e que povoaram a cena urbana natalense, nossa capital ficou também empobrecida sem André.

Pena que o folclorista e o artista popular não compartilharam o mesmo espaço de tempo, senão o nosso querido cronista social teria composto um belo texto para homenageá-lo.

Cascudo não iria contar anedotas ou divagar sobre lendas urbanas, mas tocaria na alma melódica de Natal.

Hoje, dizem os mais sensíveis, que ainda é possível ouvir o ecoar de suas belas melodias pelo arruário central.

 

ANDRÉ – O RABEQUEIRO

Malvestido, olhar triste e atravessado

Qual um Romeu errante, apaixonado

Fazia notar aos ouvidos e ao coração

O tocar tão doce que varria a solidão

o-o

As calçadas eram o palco da sua magia

Às 6 horas em ponto tocava Ave Maria

Mulher saía à janela, e a rua toda sorria

Por onde ia eram 4 cordas a dar alegria

o-o

Advindo do barraco lá do alto do morro

Pra matar a fome a rabeca era socorro

Maravilhados, todos davam o dinheiro

Até o destino levar André o rabequeiro

o-o

A doçura rouca do seu som era divino

Viveu tocando o seu sonho de menino

Entre populares não há quem o ignore

Segue no céu André “violino do pobre”

Autor José Maria Cavalcanti

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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