Natal – Beleza e História

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Passeio de Dromedários

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Porto de Natal

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Estádio da Copa do Mundo

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Praia de Genipabu

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Ponte Newton Navarro

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Forte dos Reis Magos

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Praia de Ponta Negra

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Vista do Litoral Natalense

NATAL DE ONTEM E HOJE

Em 1535, ainda não se falava em polo turístico, tampouco das riquezas petrolíferas, do algodão ou da produção de sal da região, o interesse dos portugueses era expulsar os corsários franceses que exploravam o pau-brasil do Rio Grande do Norte, desde muito, com a ajuda dos indígenas potiguares.

A estratégia consistia em construir uma fortificação, com muitas bocas de canhões, para impedir a chegada das caravelas ou outras embarcações dos invasores. O local escolhido para isto foi a superfície dos arrecifes da boca da barra, local que margeia a foz do Rio Potengi no seu encontro com as águas do Oceano Atlântico.

Em 06 de janeiro de 1598, foi iniciada a construção da Fortaleza da Barra do Rio Grande, que foi concluída em junho do mesmo ano. E o povoado que se formou ali nas imediações, chamado de Cidade do Reis e depois Cidade do Natal, em 25 de dezembro de 1599, foi elevado à condição de cidade.

O período de 1633 a 1654 foi marcado com a presença e domínio dos holandeses nas terras potiguares. Nesse período, a riqueza muito cobiçada era o açúcar, vindo dos engenhos que processavam a cana, que havia em abundância em todo litoral nordestino. Natal passou a ser Nova Amsterdã, e a fortaleza de defesa, já reconstruída com alvenaria, passou a ser chamado de Fort Kenlen.

Estando há muitos anos estabelecidos em algumas ilhas da região e cidades importantes, não foi fácil a expulsão dos holandeses do Brasil, que ocupavam uma vasta região litorânea, abrangendo desde a Bahia até o Ceará, especialmente Recife e Olinda.

Mesmo com a saída dos neerlandeses, os senhores de engenho continuaram produzindo o açúcar, o que contribuía lentamente para o crescimento de Natal.

Segundo o historiador Câmara Cascudo, Natal foi por muito tempo uma capital provinciana. Para se ter uma ideia, o famoso folclorista afirma que, no final de 1805, a cidade tinha apenas 6.393 habitantes. A contar do final do século XIX é que a população natalenses atingiu a cifra de 16 mil pessoas.

Por ser um ponto estratégico, principalmente para a aviação, Natal teve sua população muito aumentada no período da II Grande Guerra Mundial.

Com o acordo militar, firmado entre EUA e Brasil (encontro histórico em Natal de Getúlio Vargas com Franklin Delano Roosevelt), a capital potiguar recebeu o incremento de milhares de homens para construir as instalações da base aérea brasileira e da base aérea americana. Associado a isto, muitos militares e suas famílias passaram a residir nas novas instalações, o que fomentou muito o progresso do local em todas as áreas.

A participação de Natal, com as instalações militares em Parnamirim, contribuiu em muito para a vitória dos aliados no maior conflito bélico de todos os tempos. Somente após o final da guerra é que os efetivos militares estrangeiros regressaram ao solo americano, no ano de 1946.

Depois deste grande evento histórico, Natal não parou mais de crescer. Quando completou 400 anos, no ano de 1999, sua população era de 700 mil pessoas.

Hoje a cidade é um dos locais mais procurados pelo turismo nacional e internacional. Isto decorre por suas inúmeras belezas naturais, além das temperaturas amenas e dias ensolarados em quase todo o período do ano.

A capital conta com vários shoppings centers, centros de artesanatos, excelentes restaurantes e uma rede de hotelaria de primeiro mundo.

Por tudo isso é que Natal vem conquistando cada dia mais a preferência do turista.

Autor José Maria Cavalcanti

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